sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Internet segura

por Maria Eduarda Garcia 



Vivemos em um mundo onde as relações entre as pessoas passaram por diversas transformações. Desde a primeira forma de comunicação até hoje, nunca existiu uma sociedade com um poder comunicativo tão grande como a sociedade digital.

Esse tipo de convivência permite que as pessoas tenham mais acesso à informação e possam se expressar em tempo real para o mundo, o que parece perfeito, mas que, na verdade, sem conhecimento sobre como agir com segurança nos meios digitais, algo que poderia mudar positivamente a vida de uma pessoa, pode destruí-la em questão de segundos.

Com o surgimento da internet, o contato entre as pessoas de diferentes partes do mundo aumentou significativamente, assim como o número de crimes que até então não eram conhecidos. Todos os que buscam na internet um ambiente acolhedor e uma forma de fuga do mundo real inseguro, principalmente os jovens, geralmente se esquecem de que tudo que você faz na internet, fica gravado no sistema com a possibilidade de ser exposto indevidamente. Ainda que ela facilite nossa vida em vários aspectos, não estamos isentos dos riscos existentes desse novo universo da comunicação.

Por mais que a maioria das pessoas e a maioria dos pais pensem que os filhos, por estarem dentro de casa, navegando na web, estão seguros das maldades e livres dos perigos do mundo exterior, não é o que acontece. Na verdade, os riscos digitais são muito parecidos ou até piores que os do mundo real, como conversar com desconhecidos, sofrer assédio, ter acesso a conteúdos impróprios para a idade, passar por situações de exposição de intimidade, ser vítima de ofensa, ou até mesmo roubos.

A questão não é apenas saber da existência desses riscos, mas também conhecer as maneiras de evitá-los. Cabe aos pais e até mesmo às escolas e professores orientarem as crianças e os jovens sobre como usar a internet de forma segura e, com isso, usufruir dos seus benefícios. Criar senhas difíceis de serem descobertas, com vários caracteres e que não contenham informações pessoais, como data de nascimento, placa de carro e nome de parentes; evitar usar a mesma senha para vários serviços; ter cuidado com downloads que possam conter vírus; evitar sites de conteúdo duvidoso e não compartilhar informações importantes, como local de trabalho, nome da escola onde estuda, local de moradia, e fotos polêmicas que possam prejudicar o usuário de alguma forma, são dicas importantes para manter a segurança durante a navegação na web.

Mantendo-nos atentos às normas legais e aos perigos desse novo e atraente meio de comunicação, evitando postagens e compartilhamentos de conteúdos prejudiciais, estaremos contribuindo não somente para a nossa segurança, mas também de toda a sociedade, fazendo com que a internet cumpra o fim para que foi criada, facilitando a comunicação e a divulgação de conteúdos úteis, necessários, educativos, prazerosos e recreativos. 

Cabe a nós usuários fazer o uso responsável da internet, estando não somente conectados na rede, mas também aos riscos existentes nesse universo. A nossa relação com a internet depende do modo que a usamos em nosso favor, sempre com limites e segurança, e nunca deixando de lado o fato de que  com um “click” é possível transformar a realidade. 

Internet com Segurança

por Maria Fernanda Sousa



Atualmente, a internet vem fazendo mais e mais parte do dia a dia da população mundial, e é notório que seu uso possibilita ao utilizador que faça pesquisas educacionais, jogue jogos online e até trabalhe em sua própria casa, além de tornar possível o contato instantâneo com pessoas de outras culturas e países. 

Esta popular ferramenta é de utilidade e praticidade inquestionáveis, contando que seja usada propriamente e com responsabilidade. Entretanto, se for usada de maneira inconsequente pode resultar em graves problemas.

Com o objetivo de aproveitar ao máximo as vantagens que a internet oferece, deve-se manter em mente o conceito de Segurança na Internet, que pode ser entendida como os cuidados tomados a fim de proteger os elementos que fazem parte da internet enquanto infraestrutura e identidade, que são os principais alvos das ações de cibercriminosos. Esse tipo de segurança tem como objetivo evitar que informações pessoais sobre usuários não caiam nas mãos das pessoas erradas, fazendo uso de bases de dados, arquivos e aparelhos.

Uma importante medida a ser tomada para a prevenção de vasão de dados é o uso de programas de antivírus nos computadores, já que ele impede que hackers invadam seu computador e roubem dados particulares.

Tenha também muita cautela ao divulgar dados pessoais em redes sociais. É importante que as pessoas que acessem sua página na web não consigam saber onde você está a todo momento, pois isso facilita a ação de ladrões e sequestradores, além de degradar sua própria privacidade. Portanto, não divulgue endereços, números de documentos, os lugares que costuma frequentar ou escola onde estuda.

A praticidade que a internet oferece de poder pagar contas e realizar transações bancárias é tentadora, por isso muitas pessoas vem aderindo à tal possibilidade. Porém, é imprescindível que certos cuidados sejam tomados, por exemplo: Nunca realizar transações financeiras ou digitar senhas e dados pessoais em computadores públicos; ter certeza de que a loja virtual na qual se realiza uma compra é segura, entre outros.

Nitidamente, a internet possui particularidades que a tornam ferramenta essencial no mundo de hoje, e para que desempenhe sua devida função é indispensável que as medidas citadas acima sejam tomadas, afim de fazer o melhor uso possível das oportunidades disponíveis e evitar quaisquer riscos ou problemas que a internet possa propiciar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

INTERNET SEGURA


Por Yan Lavoyer



A internet, sem dúvida,é a maior criação do homem. Capaz de quebrar fronteiras, leva as pessoas a conhecerem novos lugares, novas culturas e pessoas das diversas áreas do mundo. Mas, apesar de ser um meio tão divertido, temos que tomar muito cuidado.

Existem pessoas que cometem crimes na internet e só têm coragem de praticá-los por causa da sensação de anonimato, pensam que nunca serão descobertas. Não sabem que todo computador vem com um endereço (IP) que identifica o comprador do produto e todas as informações sobre ele, por isso muitas vezes são os crimes mais fáceis de se resolver. Mas o processo é longo, por isso os crimes prosperam.

Um ponto muito perigoso, que aparenta ser inofensivo, são as fake news, informações falsas sobre um determinado assunto. Um exemplo de como essas mentiras podem ser perigosas está ocorrendo aqui no Brasil. Boatos dizem que as vacinas fazem mal e por causa dessas notícias falsas, o índice de vacinação caiu drasticamente e algumas doenças que estavam extintas, como o sarampo, voltaram.

A criminalidade na internet também é algo muito preocupante. Pode ir de roubo de dados pessoais até tráfico de drogas, crianças, mulheres. 

Conclui-se que a internet pode ser algo maravilhoso, literalmente uma invenção divina que nos ajuda e facilita nossas vidas demais, mas muitas pessoas, atualmente, acabam não sabendo se utilizar dela.

     
Yan Lavoyer é aluno do 1º. ano. O artigo foi orientado pela professora de Redação, Ayne Salviano.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Hey medea, leave the kids alone!

Marilia Lourenço


Ninguém escapa do capitalismo. Cada vez mais ele nos suga e não dá desconto nem para as crianças. E não se pode falar em capitalismo sem uma publicidade. Mas o problema é: até onde vão os limites da publicidade para o público infantil? Por ser principalmente relacionado às nossas crianças inocentes e de fácil manipulação, esse abuso deve ser controlado rigorosamente.

Como diz a música do Pink Floyd: “Hey teacher, leave the kids alone”, o mesmo apelo deve se fazer para a mídia. As crianças são alvos constantes, uma vez que não há jeito mais fácil de conseguir as coisas se não através dos pequeninos. A cada dia surge um novo personagem na TV que as crianças querem imitar, um brinquedo em que se inspiram e objetos que se não obtiverem logo, não se sentirão parte da sociedade.

No Brasil, onde não há uma lei nacional sobre esse assunto da publicidade, continua havendo divergências entre o CONANDA, ONGs e defensores das crianças sobre o que é aceitável e o que não é. Uma vez que cada país tem seu tipo de lei para lidar com a situação, o governo, ONGs, CONANDA e representantes ficam em um impasse, sem saber que rumo tomar.

Visando melhorar a qualidade de vida e o futuro das crianças, para que sejam consumidores conscientes agora e no futuro, essas deveriam ser observadas primeiramente por quem as educa em casa e medidas maiores a serem tomadas por grupos sociais que se encarregariam de trabalhos e campanhas. ONGs também ajudariam fazendo teatros educativos e filmes que incentivam essa responsabilidade. Além de grupos formados por publicitários e educadores a fim de chegar a uma conclusão, de horários comerciais infantis, entre outros, e depois constituir leis baseadas nesses grupos. Dessa forma estaremos preparando nossas crianças para a vida e para o futuro.

Boca fechada entra mosquito

Maria Isabel Braga Souza


O  médico que denuncia o aborto feito por pacientes não comete crime algum. Entretanto, a lei brasileira condena a quebra de sigilo quando causa dano a outrem (artigo 154). Mas  o aborto é um dano a vários! Afinal prejudica a mãe, a família e viola o direito à vida. Faz-se necessário um maior entendimento quando os profissionais da saúde denunciam, pois foram  ensinados a salvar vidas e não a ficarem calados quando esta é tirada propositalmente por alguém.

Muitos médicos denunciam este tipo de crime pela falta de clareza, pois é considerado caso de polícia o paciente que se autolesiona,  e o aborto  se encaixa nesses preceitos também. Além de  que, as denúncias ajudam o Ministério da Saúde a ter uma ideia da gravidade desse problema podendo investir mais para a diminuição dos casos. Médicos  não cometem crimes, apenas cumprem as leis. Em São Bernado do Campo, um médico está sendo acusado por denunciar uma jovem de 19 anos que provocou seu próprio abortou. 

Ele pode ter sua licença cassada pela Cremesp e seu ato pode ser considerado um crime.Todavia a própria Cremesp se contradiz, pois não estipula proibição  para denúncia, apenas aconselha, causando dúvidas e pressão sobre o profissional, este, assim, não sabe como se portar.O mais irônico  é  ser  condenado por denunciar algo que é crime desde 1984 e um dos problemas que mais atinge mulheres (um milhão por ano). Assim, muda-se  o foco do problema colocando a mulher como vítima e o médico  como vilão. 

Faz-se necessária, a compreensão do lado do médico e mais especificações daquilo que deve ser denunciado. Desta maneira, melhores decisões serão tomadas.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Novos procedimentos de segurança contra fraude no ENEM 2014

Isabella Avellar, Julia Loli


O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em todo o país, terá um novo procedimento de segurança contra fraude: o uso de detectores de metal portáteis para assegurar que nenhum participante utilize aparelhos eletrônicos durante o exame, o que desclassificou dezenas de candidatos nos últimos anos.

O ENEM vem sendo cada vez mais utilizado pelos jovens brasileiros como um recurso para ingressar nas 115 universidades e institutos federais do país. As inscrições deste ano ultrapassam o número de 9,5 milhões, superando por 21,8% o número de 2013. No dia 8, os participantes farão as provas de ciências da natureza e ciências humanas. Já no dia 9, serão realizadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação.

O coordenador da parte de vestibulares do Colégio Cidade de Araçatuba, Antônio de Carlos Ornela, conhecido como Antena, deu algumas dicas para os participantes: “Estudar muito interpretação de texto, redação é fundamental e uma dica como profissional do Anglo é não levar uma caixa de chocolates, mas uma maçã ou algo assim. E fazer a prova com muita calma, se você ver uma pergunta difícil, pule, depois volte nela.”

Quando questionado sobre sua opinião sobre o exame, Antena declarou que dois dias de provas por ano é muito pouco para o aluno escolher entre mais de 90 faculdades federais. E sobre os comentários de que o ENEM é a prova mais fácil para ingressar na faculdade, concordou dizendo: “Hoje ainda é porque a escola pública está defasada, mas a partir de quando tiver igualdade de todos o ENEM vai se tornar muito difícil.”

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mundo Musical

Maria Eduarda, Mariana Floriano


O professor José Renato Gimenes, do Colégio Cidade de Araçatuba, da aula de artes. Além de ser professor, exerce também a profissão de músico. Ele tem uma produtora musical e ensina a tocar instrumentos, além de ajudar na organização de vários eventos pela cidade. Zé Renato toca também em uma banda chamada “Amigos da Serestra”. Ele é formado em Licenciatura Musical, Educação Artística e Pedagogia. Começou sua carreira logo após a graduação da faculdade, entre 1976 e 1980.

Nessa época, morava em São Paulo e tocava com vários cantores famosos, entre eles, Milton Santos. “Cada show é um grande aprendizado musical”, diz ele. A dica que ele dá para quem deseja seguir a carreira de músico é se dedicar diariamente, ter uma execução instrumental bem apurada e um ótimo conhecimento sobre música.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Faixa de Gaza: ISRAEL X PALESTINA

Fernanda Kimie, Mylene Hisano, Giovanna Scarpin 


A Faixa de Gaza estava sendo o território alvo de constantes conflitos gerados entre Israel e Palestina. As disputas começaram em junho de 2014 com o desaparecimento de três jovens israelenses na Cisjordânia. Os corpos foram encontrados baleados. No dia seguinte do enterro, um jovem palestino foi sequestrado e encontrado morto em Jerusalém Oriental. Atualmente os dois estados permanecem em trégua. 

O número de mortos na Faixa de Gaza já supera 2 mil e a maioria é composta por civis. Ela é localizada na Palestina, entre Israel e Egito, na beira do Mar Mediterrâneo e abrange uma área de 365 km². É uma das regiões mais populosas do planeta, com cerca de 1,7 milhão de pessoas, possui baixo desenvolvimento e pouca infraestrutura 

"Um dos principais motivos que ocasionou o início dessa guerra é de longa data, uma vez que os palestinos não aceitaram a criação do Estado de Israel em 1947, após a 2ª Guerra Mundial. Houveram tréguas de pouca duração, mas o que realmente falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura é a tolerância", afirma o professor de História do Anglo, Ricardo José Tannus.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bem-vindos intercambiários!

Cintia Koike, Julia Jorge, Marina Luz


No início do segundo semestre de 2014, o Colégio Anglo Araçatuba recebeu quatro intercambiários: Hans Neander (16), Ilana Klimscheffskij (17), Samuel Lapkin(18) e Mikolaj Wus(17), que estão cursando o segundo ano do ensino médio. Eles são provenientes dos seguintes países, respectivamente: Alemanha, Finlândia, Estados Unidos e Polônia. A viagem tem o intuito de fazê-los conhecer novas culturas e adquirir novas experiências. Eles vieram pelo Rotary Youth Exchange.

Os entrevistados disseram que há uma grande diferença entre a escola brasileira e as escolas em seus respectivos países, principalmente na troca de aulas, onde, ao invés de o professor trocar de sala como ocorre aqui, os alunos vão para suas aulas. Destacaram a personalidade dos alunos brasileiros como: “muito loucos”. Também afirmaram que suas comidas favoritas e típicas do Brasil são: pão de queijo, açaí, churrasco e brigadeiro.

Eles farão o intercâmbio de 10 meses, voltando para casa apenas em julho do ano que vem. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Internet segura

por Maria Eduarda Garcia 



Vivemos em um mundo onde as relações entre as pessoas passaram por diversas transformações. Desde a primeira forma de comunicação até hoje, nunca existiu uma sociedade com um poder comunicativo tão grande como a sociedade digital.

Esse tipo de convivência permite que as pessoas tenham mais acesso à informação e possam se expressar em tempo real para o mundo, o que parece perfeito, mas que, na verdade, sem conhecimento sobre como agir com segurança nos meios digitais, algo que poderia mudar positivamente a vida de uma pessoa, pode destruí-la em questão de segundos.

Com o surgimento da internet, o contato entre as pessoas de diferentes partes do mundo aumentou significativamente, assim como o número de crimes que até então não eram conhecidos. Todos os que buscam na internet um ambiente acolhedor e uma forma de fuga do mundo real inseguro, principalmente os jovens, geralmente se esquecem de que tudo que você faz na internet, fica gravado no sistema com a possibilidade de ser exposto indevidamente. Ainda que ela facilite nossa vida em vários aspectos, não estamos isentos dos riscos existentes desse novo universo da comunicação.

Por mais que a maioria das pessoas e a maioria dos pais pensem que os filhos, por estarem dentro de casa, navegando na web, estão seguros das maldades e livres dos perigos do mundo exterior, não é o que acontece. Na verdade, os riscos digitais são muito parecidos ou até piores que os do mundo real, como conversar com desconhecidos, sofrer assédio, ter acesso a conteúdos impróprios para a idade, passar por situações de exposição de intimidade, ser vítima de ofensa, ou até mesmo roubos.

A questão não é apenas saber da existência desses riscos, mas também conhecer as maneiras de evitá-los. Cabe aos pais e até mesmo às escolas e professores orientarem as crianças e os jovens sobre como usar a internet de forma segura e, com isso, usufruir dos seus benefícios. Criar senhas difíceis de serem descobertas, com vários caracteres e que não contenham informações pessoais, como data de nascimento, placa de carro e nome de parentes; evitar usar a mesma senha para vários serviços; ter cuidado com downloads que possam conter vírus; evitar sites de conteúdo duvidoso e não compartilhar informações importantes, como local de trabalho, nome da escola onde estuda, local de moradia, e fotos polêmicas que possam prejudicar o usuário de alguma forma, são dicas importantes para manter a segurança durante a navegação na web.

Mantendo-nos atentos às normas legais e aos perigos desse novo e atraente meio de comunicação, evitando postagens e compartilhamentos de conteúdos prejudiciais, estaremos contribuindo não somente para a nossa segurança, mas também de toda a sociedade, fazendo com que a internet cumpra o fim para que foi criada, facilitando a comunicação e a divulgação de conteúdos úteis, necessários, educativos, prazerosos e recreativos. 

Cabe a nós usuários fazer o uso responsável da internet, estando não somente conectados na rede, mas também aos riscos existentes nesse universo. A nossa relação com a internet depende do modo que a usamos em nosso favor, sempre com limites e segurança, e nunca deixando de lado o fato de que  com um “click” é possível transformar a realidade. 

Internet com Segurança

por Maria Fernanda Sousa



Atualmente, a internet vem fazendo mais e mais parte do dia a dia da população mundial, e é notório que seu uso possibilita ao utilizador que faça pesquisas educacionais, jogue jogos online e até trabalhe em sua própria casa, além de tornar possível o contato instantâneo com pessoas de outras culturas e países. 

Esta popular ferramenta é de utilidade e praticidade inquestionáveis, contando que seja usada propriamente e com responsabilidade. Entretanto, se for usada de maneira inconsequente pode resultar em graves problemas.

Com o objetivo de aproveitar ao máximo as vantagens que a internet oferece, deve-se manter em mente o conceito de Segurança na Internet, que pode ser entendida como os cuidados tomados a fim de proteger os elementos que fazem parte da internet enquanto infraestrutura e identidade, que são os principais alvos das ações de cibercriminosos. Esse tipo de segurança tem como objetivo evitar que informações pessoais sobre usuários não caiam nas mãos das pessoas erradas, fazendo uso de bases de dados, arquivos e aparelhos.

Uma importante medida a ser tomada para a prevenção de vasão de dados é o uso de programas de antivírus nos computadores, já que ele impede que hackers invadam seu computador e roubem dados particulares.

Tenha também muita cautela ao divulgar dados pessoais em redes sociais. É importante que as pessoas que acessem sua página na web não consigam saber onde você está a todo momento, pois isso facilita a ação de ladrões e sequestradores, além de degradar sua própria privacidade. Portanto, não divulgue endereços, números de documentos, os lugares que costuma frequentar ou escola onde estuda.

A praticidade que a internet oferece de poder pagar contas e realizar transações bancárias é tentadora, por isso muitas pessoas vem aderindo à tal possibilidade. Porém, é imprescindível que certos cuidados sejam tomados, por exemplo: Nunca realizar transações financeiras ou digitar senhas e dados pessoais em computadores públicos; ter certeza de que a loja virtual na qual se realiza uma compra é segura, entre outros.

Nitidamente, a internet possui particularidades que a tornam ferramenta essencial no mundo de hoje, e para que desempenhe sua devida função é indispensável que as medidas citadas acima sejam tomadas, afim de fazer o melhor uso possível das oportunidades disponíveis e evitar quaisquer riscos ou problemas que a internet possa propiciar.

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

INTERNET SEGURA


Por Yan Lavoyer



A internet, sem dúvida,é a maior criação do homem. Capaz de quebrar fronteiras, leva as pessoas a conhecerem novos lugares, novas culturas e pessoas das diversas áreas do mundo. Mas, apesar de ser um meio tão divertido, temos que tomar muito cuidado.

Existem pessoas que cometem crimes na internet e só têm coragem de praticá-los por causa da sensação de anonimato, pensam que nunca serão descobertas. Não sabem que todo computador vem com um endereço (IP) que identifica o comprador do produto e todas as informações sobre ele, por isso muitas vezes são os crimes mais fáceis de se resolver. Mas o processo é longo, por isso os crimes prosperam.

Um ponto muito perigoso, que aparenta ser inofensivo, são as fake news, informações falsas sobre um determinado assunto. Um exemplo de como essas mentiras podem ser perigosas está ocorrendo aqui no Brasil. Boatos dizem que as vacinas fazem mal e por causa dessas notícias falsas, o índice de vacinação caiu drasticamente e algumas doenças que estavam extintas, como o sarampo, voltaram.

A criminalidade na internet também é algo muito preocupante. Pode ir de roubo de dados pessoais até tráfico de drogas, crianças, mulheres. 

Conclui-se que a internet pode ser algo maravilhoso, literalmente uma invenção divina que nos ajuda e facilita nossas vidas demais, mas muitas pessoas, atualmente, acabam não sabendo se utilizar dela.

     
Yan Lavoyer é aluno do 1º. ano. O artigo foi orientado pela professora de Redação, Ayne Salviano.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Hey medea, leave the kids alone!

Marilia Lourenço


Ninguém escapa do capitalismo. Cada vez mais ele nos suga e não dá desconto nem para as crianças. E não se pode falar em capitalismo sem uma publicidade. Mas o problema é: até onde vão os limites da publicidade para o público infantil? Por ser principalmente relacionado às nossas crianças inocentes e de fácil manipulação, esse abuso deve ser controlado rigorosamente.

Como diz a música do Pink Floyd: “Hey teacher, leave the kids alone”, o mesmo apelo deve se fazer para a mídia. As crianças são alvos constantes, uma vez que não há jeito mais fácil de conseguir as coisas se não através dos pequeninos. A cada dia surge um novo personagem na TV que as crianças querem imitar, um brinquedo em que se inspiram e objetos que se não obtiverem logo, não se sentirão parte da sociedade.

No Brasil, onde não há uma lei nacional sobre esse assunto da publicidade, continua havendo divergências entre o CONANDA, ONGs e defensores das crianças sobre o que é aceitável e o que não é. Uma vez que cada país tem seu tipo de lei para lidar com a situação, o governo, ONGs, CONANDA e representantes ficam em um impasse, sem saber que rumo tomar.

Visando melhorar a qualidade de vida e o futuro das crianças, para que sejam consumidores conscientes agora e no futuro, essas deveriam ser observadas primeiramente por quem as educa em casa e medidas maiores a serem tomadas por grupos sociais que se encarregariam de trabalhos e campanhas. ONGs também ajudariam fazendo teatros educativos e filmes que incentivam essa responsabilidade. Além de grupos formados por publicitários e educadores a fim de chegar a uma conclusão, de horários comerciais infantis, entre outros, e depois constituir leis baseadas nesses grupos. Dessa forma estaremos preparando nossas crianças para a vida e para o futuro.

Boca fechada entra mosquito

Maria Isabel Braga Souza


O  médico que denuncia o aborto feito por pacientes não comete crime algum. Entretanto, a lei brasileira condena a quebra de sigilo quando causa dano a outrem (artigo 154). Mas  o aborto é um dano a vários! Afinal prejudica a mãe, a família e viola o direito à vida. Faz-se necessário um maior entendimento quando os profissionais da saúde denunciam, pois foram  ensinados a salvar vidas e não a ficarem calados quando esta é tirada propositalmente por alguém.

Muitos médicos denunciam este tipo de crime pela falta de clareza, pois é considerado caso de polícia o paciente que se autolesiona,  e o aborto  se encaixa nesses preceitos também. Além de  que, as denúncias ajudam o Ministério da Saúde a ter uma ideia da gravidade desse problema podendo investir mais para a diminuição dos casos. Médicos  não cometem crimes, apenas cumprem as leis. Em São Bernado do Campo, um médico está sendo acusado por denunciar uma jovem de 19 anos que provocou seu próprio abortou. 

Ele pode ter sua licença cassada pela Cremesp e seu ato pode ser considerado um crime.Todavia a própria Cremesp se contradiz, pois não estipula proibição  para denúncia, apenas aconselha, causando dúvidas e pressão sobre o profissional, este, assim, não sabe como se portar.O mais irônico  é  ser  condenado por denunciar algo que é crime desde 1984 e um dos problemas que mais atinge mulheres (um milhão por ano). Assim, muda-se  o foco do problema colocando a mulher como vítima e o médico  como vilão. 

Faz-se necessária, a compreensão do lado do médico e mais especificações daquilo que deve ser denunciado. Desta maneira, melhores decisões serão tomadas.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Novos procedimentos de segurança contra fraude no ENEM 2014

Isabella Avellar, Julia Loli


O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), que será realizado nos dias 8 e 9 de novembro em todo o país, terá um novo procedimento de segurança contra fraude: o uso de detectores de metal portáteis para assegurar que nenhum participante utilize aparelhos eletrônicos durante o exame, o que desclassificou dezenas de candidatos nos últimos anos.

O ENEM vem sendo cada vez mais utilizado pelos jovens brasileiros como um recurso para ingressar nas 115 universidades e institutos federais do país. As inscrições deste ano ultrapassam o número de 9,5 milhões, superando por 21,8% o número de 2013. No dia 8, os participantes farão as provas de ciências da natureza e ciências humanas. Já no dia 9, serão realizadas as provas de linguagens e códigos, matemática e redação.

O coordenador da parte de vestibulares do Colégio Cidade de Araçatuba, Antônio de Carlos Ornela, conhecido como Antena, deu algumas dicas para os participantes: “Estudar muito interpretação de texto, redação é fundamental e uma dica como profissional do Anglo é não levar uma caixa de chocolates, mas uma maçã ou algo assim. E fazer a prova com muita calma, se você ver uma pergunta difícil, pule, depois volte nela.”

Quando questionado sobre sua opinião sobre o exame, Antena declarou que dois dias de provas por ano é muito pouco para o aluno escolher entre mais de 90 faculdades federais. E sobre os comentários de que o ENEM é a prova mais fácil para ingressar na faculdade, concordou dizendo: “Hoje ainda é porque a escola pública está defasada, mas a partir de quando tiver igualdade de todos o ENEM vai se tornar muito difícil.”

segunda-feira, 2 de março de 2015

Mundo Musical

Maria Eduarda, Mariana Floriano


O professor José Renato Gimenes, do Colégio Cidade de Araçatuba, da aula de artes. Além de ser professor, exerce também a profissão de músico. Ele tem uma produtora musical e ensina a tocar instrumentos, além de ajudar na organização de vários eventos pela cidade. Zé Renato toca também em uma banda chamada “Amigos da Serestra”. Ele é formado em Licenciatura Musical, Educação Artística e Pedagogia. Começou sua carreira logo após a graduação da faculdade, entre 1976 e 1980.

Nessa época, morava em São Paulo e tocava com vários cantores famosos, entre eles, Milton Santos. “Cada show é um grande aprendizado musical”, diz ele. A dica que ele dá para quem deseja seguir a carreira de músico é se dedicar diariamente, ter uma execução instrumental bem apurada e um ótimo conhecimento sobre música.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Faixa de Gaza: ISRAEL X PALESTINA

Fernanda Kimie, Mylene Hisano, Giovanna Scarpin 


A Faixa de Gaza estava sendo o território alvo de constantes conflitos gerados entre Israel e Palestina. As disputas começaram em junho de 2014 com o desaparecimento de três jovens israelenses na Cisjordânia. Os corpos foram encontrados baleados. No dia seguinte do enterro, um jovem palestino foi sequestrado e encontrado morto em Jerusalém Oriental. Atualmente os dois estados permanecem em trégua. 

O número de mortos na Faixa de Gaza já supera 2 mil e a maioria é composta por civis. Ela é localizada na Palestina, entre Israel e Egito, na beira do Mar Mediterrâneo e abrange uma área de 365 km². É uma das regiões mais populosas do planeta, com cerca de 1,7 milhão de pessoas, possui baixo desenvolvimento e pouca infraestrutura 

"Um dos principais motivos que ocasionou o início dessa guerra é de longa data, uma vez que os palestinos não aceitaram a criação do Estado de Israel em 1947, após a 2ª Guerra Mundial. Houveram tréguas de pouca duração, mas o que realmente falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura é a tolerância", afirma o professor de História do Anglo, Ricardo José Tannus.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bem-vindos intercambiários!

Cintia Koike, Julia Jorge, Marina Luz


No início do segundo semestre de 2014, o Colégio Anglo Araçatuba recebeu quatro intercambiários: Hans Neander (16), Ilana Klimscheffskij (17), Samuel Lapkin(18) e Mikolaj Wus(17), que estão cursando o segundo ano do ensino médio. Eles são provenientes dos seguintes países, respectivamente: Alemanha, Finlândia, Estados Unidos e Polônia. A viagem tem o intuito de fazê-los conhecer novas culturas e adquirir novas experiências. Eles vieram pelo Rotary Youth Exchange.

Os entrevistados disseram que há uma grande diferença entre a escola brasileira e as escolas em seus respectivos países, principalmente na troca de aulas, onde, ao invés de o professor trocar de sala como ocorre aqui, os alunos vão para suas aulas. Destacaram a personalidade dos alunos brasileiros como: “muito loucos”. Também afirmaram que suas comidas favoritas e típicas do Brasil são: pão de queijo, açaí, churrasco e brigadeiro.

Eles farão o intercâmbio de 10 meses, voltando para casa apenas em julho do ano que vem. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.