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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bem-vindos intercambiários!

Cintia Koike, Julia Jorge, Marina Luz


No início do segundo semestre de 2014, o Colégio Anglo Araçatuba recebeu quatro intercambiários: Hans Neander (16), Ilana Klimscheffskij (17), Samuel Lapkin(18) e Mikolaj Wus(17), que estão cursando o segundo ano do ensino médio. Eles são provenientes dos seguintes países, respectivamente: Alemanha, Finlândia, Estados Unidos e Polônia. A viagem tem o intuito de fazê-los conhecer novas culturas e adquirir novas experiências. Eles vieram pelo Rotary Youth Exchange.

Os entrevistados disseram que há uma grande diferença entre a escola brasileira e as escolas em seus respectivos países, principalmente na troca de aulas, onde, ao invés de o professor trocar de sala como ocorre aqui, os alunos vão para suas aulas. Destacaram a personalidade dos alunos brasileiros como: “muito loucos”. Também afirmaram que suas comidas favoritas e típicas do Brasil são: pão de queijo, açaí, churrasco e brigadeiro.

Eles farão o intercâmbio de 10 meses, voltando para casa apenas em julho do ano que vem. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Qual seu melhor momento?



Boas vindas à família 

Eu sempre dizia para os meus pais que queria uma irmã até que em uma viagem para a praia descobrimos a grande notícia: minha mãe estava grávida. 

Passaram os meses enquanto eu curtia a barrigona dela e ajudava a decorar o quarto, comprar roupinhas e sapatinhos até chegar o grande dia. Foi tudo lindo, ir até o hospital, ficar esperando ansiosamente, olhar aquele bebê tomando banho, escutar o choro fofo e, finalmente, poder ver minha mãe com minha irmã nos braços e me deitar com elas, descobrindo que dentro do meu coração já havia nascido um grande amor. A partir daquele momento pensava feliz que dali para frente mais alguém iria fazer parte da família.

Júlia Chagas de Castro Lima 

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Aventura na Amazônia

Na época eu tinha oito anos, morava em Manaus e naquele dia marcamos um passeio de barco com vários amigos. Era um barco bem simples, de madeira, com capacidade para mais ou menos 50 pessoas, mesmo que naquela idade ele me parecesse gigante.

O passeio começou bem cedo, ainda com aquele clima fresco da manhã e a grama cheia de gotículas de água. No decorrer do caminho passamos pelo encontro dos rios Negro com o Solimões. Era mágico a maneira como águas com cores tão diferentes podiam ficar por tanto tempo totalmente separadas, mas o mais incrível era ver os botos ou, para mim, golfinhos cor de rosa pulando por todos os lados.

Chegamos em um restaurante flutuante perto do meio-dia e foi lá que passei por uma das melhores experiências da minha vida. Havia uma trilha em uma ponte suspensa no alto de uma parte da floresta Amazônica e conforme adentrava a floresta, era possível ouvir a melodia do conjunto de sons presentes ali, além da paisagem leve da mistura de luzes e da natureza. No fim da trilha estava tudo abaixo d'água com uma floresta de vitórias-régias e pássaros, assim, com o brilho que a infância adiciona a tudo, aquele momento se tornou perfeito.

Anelisa Itinose

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Alma tocada

Era julho. O vento frio e seco que entrava pela porta-balcão trouxe-me reminiscências da minha infância, passada em Mogi das Cruzes, onde, praticamente o ano todo, fazia frio. 

Naquele dia, minha irmã saíra. Eu estava no quarto, sentada em frente ao piano, que só ela da família sabia tocar. Como a minha vontade era muito grande e eu a possuía desde criança, decidi pôr meus dedos sobre as teclas. Entretanto, a única melodia que consegui apresentar foi o simples “do, ré, mi, fá”. 

Decidi, então, pesquisar tutoriais da música que eu mais adorava: “Skyscraper”, da Demi Lovato. Finalmente, encontrei um vídeo em que consegui acompanhar as teclas tocadas. Porém, quando eu tocava a segunda parte, esquecia-me da primeira. Devido a isso, decidi colocar pequenos adesivos com números indicando a sequência de partes e de teclas a serem tocadas. 

Depois de quatro horas marcando o piano, comecei a tocar sem assistir ao tutorial. Após recomeçar a música cinco vezes, consegui tocá-la perfeitamente. Na sexta vez, a minha alma foi tocada. Senti apenas as virtudes que a musicalidade do piano proporcionava. Percebi, então, que consegui realizar um dos meus sonhos de criança: tocar piano.  

Thaís Kimura Tomo

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Prova da OBM

Quando eu cursava o quinto ano do ensino fundamental, me inscrevi para a OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) junto com sete amigos. Fui a todas as aulas-extras referentes a essa prova e lá resolvi diversas questões que caíram em anos anteriores, estava determinado a vencer.

Meus pais me apoiaram bastante, isso fez com que eu quisesse mais ainda vencer para não decepcioná-los. Os meus colegas não acreditavam que podiam passar, visto que era em nível nacional, por isso alguns desistiram de fazer a prova e os outros não se esforçaram para ir bem, exceto eu.

No dia da primeira fase da OBM, fui à minha escola para fazer o teste. A princípio, estava extremamente nervoso, mas conforme eu o fazia, fui ganhando cada vez mais confiança. Após alguns dias, o resultado saiu, era necessário acertar no mínimo quinze das vinte questões para classificar, eu consegui dezoito delas. Elas me ajudaram bastante com os pontos da segunda fase, assim consegui grande vantagem.

Na segunda fase, a prova estava muito difícil, porém estava decidido a me esforçar ao máximo, depois de duas semanas o resultado saiu e vi que ficara na primeira colocação. Na semana seguinte, a escola fez uma cerimônia para a entrega da minha medalha de ouro, eu fiquei muito feliz não só pelo prêmio, mas também pela confiança dos meus pais, professores e amigos, que pude corresponder.

Pedro Vagnotti

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Lembrança de um sonho 

A menos de um ano, nas férias de julho de 2013, fui com a minha família passear em Los Angeles e Las Vegas para comemorar meu aniversário de quinze anos. Cheguei primeiramente em Los Angeles no dia 03. Lá fomos à praia e aos principais pontos turísticos, como o pier onde foram feitos vários filmes da Disney, na Calçada da Fama - onde visitei o Museu de Cera – e também na placa onde está escrito “Hollywood” onde me ralei inteira para tirar uma foto. Mas foi tudo incrível.

Quando chegou meu aniversário, no dia 08, eu quis comemorá-lo ao jeito americano. Então comi batata frita com bacon no café da manhã e várias ''gordices'' o dia inteiro.

Apesar de ter amado Los Angeles, quando cheguei em Las Vegas percebi que aquela era a cidade dos meus sonhos, cheia de segredos e encantos. Conhecida pelos seus cassinos deslumbrantes, Las Vegas, com certeza foi a cidade que me marcou. Foi lá também que entrei na loja da Chanel e me apaixonei para sempre.

Beatriz Parra

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Primeiro mascote

Tudo começou quando eu tinha apenas oito anos de idade. Era um pequeno menino apaixonado por animais. Não me importava com a raça e nem com a beleza, tudo o que eu mais queria era um mascote.

Certo dia adoeci e precisei ficar internado por quatro dias no hospital, parecia uma eternidade. Meus parentes me visitavam, meus pais passavam a maior parte do tempo comigo, mas às vezes eu percebia que eles estavam conversando escondido de mim, como se estivessem guardando um segredo.

Passados os quatro dias, melhorei bastante e recebi a notícia que já poderia voltar para casa. Meus pais estavam mais ansiosos do que eu, toda aquela atenção e carinho familiar me deixavam mal acostumado.

A caminho de casa, notei a agitação dos meus pais e do meu irmão, pareciam crianças que haviam aprontado alguma coisa. Estávamos muito devagar, o que deveria ser feito em cinco minutos demorou em torno de quinze. Quando chegamos em casa finalmente, pediram para eu fechar meus olhos, pois havia uma coisa me esperando na sala de estar. Honestamente achei isso estranho.

Não fazia ideia do que poderia ser até que, após eu abrir a porta e os meus olhos, vi a minha avó segurando uma cachorrinha e dizendo que era minha nova companheira.

Esse foi o dia mais feliz da minha vida, meu sonho foi realizado e dei o nome da cachorrinha de Sol, pois ela se tornaria a luz do meu dia e eu a sua sombra, unidos para sempre. 

Mateus Fernandes Disposti 

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Busca da felicidade

Ontem eu poderia ter ficado em casa dormindo, poderia ter passado o dia inteiro na internet, poderia ter passado meu tempo assistindo televisão, dormindo, mas não.

Eu fiz do meu dia um dia feliz e intenso, não que eu tenha saído pra curtir com meus amigos, nem saído para comprar o que eu quisesse. Eu fui a um rancho com as pessoas que eu amo. Joguei jogos da minha infância com minhas primas mais novas, joguei baralho com meus avós, andei de jet ski com a minha tia, pratiquei stand up.

Ontem eu amei e também fui amada. Contemplei o pôr do sol e depois deitei na rede e fiquei refletindo, que para um dia feliz só depende de decisões, esqueci daquilo que me perturbava e preenchi o dia com coisas boas, com as pessoas que realmente amo, eu valorizei todos os momentos, pois eles acabam.

E então pude perceber o quanto feliz foi meu dia, intenso de amor, e amor, sim, traz felicidade.

Pamela K. Fabrão Ferreira

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Paris, a cidade luz

Era dia 14 de julho de 2013, eu estava embarcando no avião a caminho de Londres. Meu sonho sempre foi conhecer a Europa, principalmente Paris. Quando era criança, me imaginava sendo pedida em casamento no topo da torre Eiffel e casando no jardim atrás dela em plena primavera durante a tarde.

Dia 18 de julho eu estava entrando no trem a caminho de Paris. Cheguei, fui para o hotel, organizei minhas coisas e sai para conhecer a cidade. Fui a Notre Dame, Louvre, Champs Elysees até que cheguei na torre Eiffel. Certamente aquele foi o momento mais feliz da minha vida, me emocionei, chorei...um choro bom.

Paris é a cidade perfeita, onde minhas preocupações, tristezas, problemas, tudo sumiu, ficou apenas a paz e a alegria, me tornei uma pessoa nova, a pessoa mais feliz do mundo.

Rafaella Marques Mannarelli

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Presente de aniversário nas alturas

Estava em um avião da empresa TAM com destino a São Paulo quando inesperadamente o comandante, durante seu discurso usual, nos questionou sobre os aniversariantes à bordo. Levantei meu braço timidamente e então a comissária de bordo veio até mim com um sorriso estonteante e pediu que ao final da viagem eu aguardasse junto com meu acompanhante dentro da aeronave.

Quando chegamos a São Paulo, fiz o que a comissária havia me pedido. Passaram-se 15 minutos e a porta da cabine do avião se abriu, fui convidado a entrar pelo comandante que insistiu que eu sentasse na poltrona dele. Ele me parabenizou e me explicou que aquela cortesia devia-se ao fato de que, naquele dia, a empresa completava 25 anos de existência.

Fiquei totalmente deslumbrado com a situação, minhas mãos começaram a suar, fiquei paralisado encarando fixamente a infinidade de equipamentos à minha frente. Fui interrompido pelo comandante que me avisou que teríamos que desembarcar da aeronave. Ele então tirou seu broche de comandante e me entregou e sorriu. Desci daquele avião com as pernas trêmulas e em prantos.Guardei aquele broche como se fosse a pedra mais rara do mundo, pois para mim era.

Henrique Kenzo
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A chegada do meu irmão


Lembro como se fosse hoje, no início de fevereiro de 2006, logo após eu chegar da escola, minha mãe me deu a notícia que ela estava grávida e que eu iria ganhar um irmão. 

Já fazia dois meses, mais ou menos,  que ela estava grávida e só demorou pra me contar, pois queria me mostrar o ultrassom e ter certeza do sexo desse novo membro da família. 

Nós ainda não estávamos morando aqui em Araçatuba, estávamos morando em Vilhena, e eu tinha sete anos. 

No mês de abril, durante o ferido de Páscoa,  muitos familiares,  quando souberam da notícia, aproveitaram para passar alguns dias na minha casa, ajudando minha mãe a comprar o enxoval e a decorar o quarto do bebê.

Meu pai ficou muito feliz, pois ele sempre quis ter um filho homem, e resolveu homenagear seu irmão falecido dando o nome dele a meu irmão mais novo, foi assim que ficou decidido que meu irmão se chamaria Pedro.

Meu avô, por parte de pai, foi outro que ficou muito feliz, pois Pedro foi o primeiro neto homem dele. Confesso que, no início, fiquei apreensiva com a chegada do meu irmão, só de ter que pensar em ter que dividir a atenção dos meu pais e familiares com ele .

Ele nasceu no dia 5 de setembro por volta das 16 horas. Eu estava na escola e assim que meu pai me buscou, me contou que ele havia nascido e me levou até o hospital.

Quando eu o peguei no colo, a apreensão em relação a sua chegada desapareceu, foi um momento muito feliz da minha vida, pois eu percebi que não seria uma tortura dividir a atenção com ele, mas um privilégio que muitas pessoas gostariam de ter e não podem. 

E hoje em dia ele é um companheiro com quem eu divido todas as tristezas e alegrias dessa vida familiar.

Millena Vieira Camargo Feliciano
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Adrenalina

A chuva finalmente havia parado e o sol esquentava o parque. Minha irmã não parava de correr e gritar para que nós andássemos mais rápido, antes que a fila aumentasse. Quando chegamos, vi que a fila não estava tão grande, então não havia jeito: eu teria que andar na montanha-russa com a minha irmã.

Eu nunca tive medo de montanhas-russas, mas também nunca havia andado em uma daquelas. Era azul, enorme, com uma subida bem alta que depois despencava, com um lago em baixo e alguns loopings. Se fosse apenas assim, eu não teria ficado com medo. Mas o que a deixava emocionante era o fato de que os carrinhos onde nós sentávamos nos deixavam praticamente de ponta cabeça e com os pés soltos.

Minhas pernas estavam trêmulas e meu estômago estava com um nó, mas a fila estava curta e logo chegou a nossa vez. Fiquei com medo de sentar na ponta e sentei no meio. A trava baixou e travou, o chão abaixou e viraram o carrinho de barriga para baixo. O carrinho começou a andar para frente e depois de uma curva começou a subir e subir e antes que eu me desse conta, o carrinho desceu. Depois disso não pensei mais no que estava acontecendo e apenas senti meus pés balançando e meu cabelo voando com as voltas do carrinhos e , antes que eu pudesse perceber, voltamos para a estação.

Depois dessa, não tive mais medo de montanha-russa.

Isabella Salviano Barretto
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Lembranças de um amigo 

Ao ver meu álbum de formatura, tive muitas lembranças boas da época que estudava no Colégio Nossa Senhora Aparecida. Lá estudei durante minha vida toda e concluí meus estudos há dois anos.

Os momentos que permaneci ali foram mágicos, já que me ensinaram a arte da vida, ou seja, a me relacionar com as pessoas e criar laços cultivados até hoje. Foi naquele ambiente de paz que conheci as primeiras letras e aprendi a contar de um a dez.

Recordei-me de quando jogava pelo time do Colégio em competições regionais, onde comecei ainda pequena. Conheci muitas pessoas que mantenho contato até hoje. Aliás, meu melhor amigo, João, jogava no time de handball do Sagrado de Marília. E em 2010 nos conhecemos nas Olimpíadas de Madre Clélia, em Bauru.

Um dos momentos mais importantes da minha vida foi quando eu o conheci. Inesquecível o momento que o vi pela primeira vez jogando e depois levantando a taça de melhor jogador das Olimpíadas! Nesses quatro anos, não houve distância que nos separasse.

Isabella Henrique Bonadio 
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aterro ou Enterro?



Por Mariana Mathias Morita 


É certo que a sociedade moderna produz uma volumosa quantidade de lixo. Para ilustrar esta situação, pode-se usar como exemplo a cidade de São Paulo que, em uma semana, produz lixo suficiente para encher o estádio do Maracanã.

Nos últimos tempos, o projeto da construção de um aterro na cidade de Araçatuba vem sendo muito repercutido e merece toda a atenção: os danos que poderão ser ocasionados por este investimento serão imensuráveis.

É fato que a construção do aterro poderia, a princípio, trazer vantagens para o município. Partindo da coleta seletiva, pode-se extrair diversos pontos positivos: materiais que poderiam ser reciclados e reaproveitados; catadores e sucateiros teriam suas rendas ampliadas; empresas de reciclagem e aquelas que utilizam matéria-prima reciclada seriam atraídas para a cidade movimentando a economia e gerando empregos. 

Outro ponto favorável seria a exploração do potencial energético do gás metano (produzido na decomposição da matéria orgânica) que pode favorecer a economia e a preservação do meio ambiente.

Sim, as vantagens iniciais do aterro podem parecer atrativas à primeira vista, mas ao analisar melhor a situação real do projeto em Araçatuba, percebe-se que poderia ser visto como um salto no desenvolvimento da cidade, pode se tornar um pesadelo para quem vive a realidade do município, uma vez que até mesmo vereadores da Câmara Municipal acreditam que, na verdade, o aterro será um lixão, simplesmente enterrando o lixo, sem a preocupação de tratar os resíduos e desrespeitando as leis ambientais.

Imagine, então, o lixão sendo construído numa região onde há a nascente de córregos importantes para a cidade, afetando suas águas, lençóis freáticos, solos altamente produtivos e propriedades de famílias. 

Sem mencionar que Araçatuba já possui um aterro sanitário, que supre suas necessidades, dispensando agora a criação de outro. Qual o real motivo para a prefeitura negociar a vinda de um novo aterro para a cidade?

No futuro, com o aumento da produção de lixo, a criação de um novo aterro pode ser necessária, entretanto, a população deverá lutar para que isto aconteça quando preciso e conforme as leis, sendo um desenvolvimento e não um regresso das conquistas da população araçatubense.


Mariana Mathias Morita é aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O que você seria capaz de fazer por amor?


Esta foi a pergunta motivadora para trabalhar textos na forma de enumeração pelo exagero. A música inspiração foi "Por Você", de Frejat. Divirtam-se:

Por amor todos os sacrifícios eu faria.
Só por você
Uma nova língua eu aprenderia.

Nadar os sete mares eu iria,
Só para te ver.
O mapa reinventaria
E 9.750 quilômetros eu viajaria.

Se tivesse coragem,
Só para te ter
A plenos pulmões eu gritaria.

A 200Km/h na marginal eu correria,
Até uma lei infringiria.

Pelo nosso amor,
Eu mudaria.


Beatriz Torresi, Marina Seike e Mirian Zampieri, alunas do 2o. ano - turma 2014 

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Por você eu daria a volta ao mundo em dez dias,
Eu lutaria na Primeira Guerra Mundial,
Eu cruzaria do Meridional ao Setentrional .

De aniversário te daria a Lua,
E de Natal acabaria com todo o mal desse mundo,
Eu mergulharia no oceano mais profundo.

Por você eu viveria como cavalo-marinho 
Para te poupar das dores,
Eu declararia minha independência  para viver ao seu lado,
Ficaria dias pensando em você acordado.
Por você
Eu inventaria a cura do câncer,
Eu trocaria todas as estrelas e
Mandaria colocar pedras de brilhante na sua rua.

Por você eu viveria  na solidão
Eu apagaria a distância e mataria a saudade,
E te mostraria que sem você eu fico sem minha outra metade!

José Henrique S. Magalhães e Gabriele Hipólito, alunos do 2o. ano - turma 2014.


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Por te amar tanto
Eu me tornaria um santo,
Me jogaria do Empire State,
Desceria o Pão de Açúcar em um skate.

Para ganhar seu coração
Eu iria sem tradutor para o Japão,
Encontraria o elixir da longa vida,
Acharia o Santo Graal ou qualquer relíquia perdida.

Para ganhar seu encanto
De Napoleão eu roubaria o manto,
Uma foto de Quasímodo eu usaria de enfeite,
De galinha eu tiraria leite.

Por sua atenção
Moraria no cortiço de João Romão,
Dos pecados faria minha despedida,
aceitaria sofrer qualquer ferida.

Bianca Veneziano Demarqui, Ana Laura Quirino de Lima e Dayane Fortuna, alunas do 2o. ano - turma 2014. 
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Bem-vindos intercambiários!

Cintia Koike, Julia Jorge, Marina Luz


No início do segundo semestre de 2014, o Colégio Anglo Araçatuba recebeu quatro intercambiários: Hans Neander (16), Ilana Klimscheffskij (17), Samuel Lapkin(18) e Mikolaj Wus(17), que estão cursando o segundo ano do ensino médio. Eles são provenientes dos seguintes países, respectivamente: Alemanha, Finlândia, Estados Unidos e Polônia. A viagem tem o intuito de fazê-los conhecer novas culturas e adquirir novas experiências. Eles vieram pelo Rotary Youth Exchange.

Os entrevistados disseram que há uma grande diferença entre a escola brasileira e as escolas em seus respectivos países, principalmente na troca de aulas, onde, ao invés de o professor trocar de sala como ocorre aqui, os alunos vão para suas aulas. Destacaram a personalidade dos alunos brasileiros como: “muito loucos”. Também afirmaram que suas comidas favoritas e típicas do Brasil são: pão de queijo, açaí, churrasco e brigadeiro.

Eles farão o intercâmbio de 10 meses, voltando para casa apenas em julho do ano que vem. 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Qual seu melhor momento?



Boas vindas à família 

Eu sempre dizia para os meus pais que queria uma irmã até que em uma viagem para a praia descobrimos a grande notícia: minha mãe estava grávida. 

Passaram os meses enquanto eu curtia a barrigona dela e ajudava a decorar o quarto, comprar roupinhas e sapatinhos até chegar o grande dia. Foi tudo lindo, ir até o hospital, ficar esperando ansiosamente, olhar aquele bebê tomando banho, escutar o choro fofo e, finalmente, poder ver minha mãe com minha irmã nos braços e me deitar com elas, descobrindo que dentro do meu coração já havia nascido um grande amor. A partir daquele momento pensava feliz que dali para frente mais alguém iria fazer parte da família.

Júlia Chagas de Castro Lima 

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Aventura na Amazônia

Na época eu tinha oito anos, morava em Manaus e naquele dia marcamos um passeio de barco com vários amigos. Era um barco bem simples, de madeira, com capacidade para mais ou menos 50 pessoas, mesmo que naquela idade ele me parecesse gigante.

O passeio começou bem cedo, ainda com aquele clima fresco da manhã e a grama cheia de gotículas de água. No decorrer do caminho passamos pelo encontro dos rios Negro com o Solimões. Era mágico a maneira como águas com cores tão diferentes podiam ficar por tanto tempo totalmente separadas, mas o mais incrível era ver os botos ou, para mim, golfinhos cor de rosa pulando por todos os lados.

Chegamos em um restaurante flutuante perto do meio-dia e foi lá que passei por uma das melhores experiências da minha vida. Havia uma trilha em uma ponte suspensa no alto de uma parte da floresta Amazônica e conforme adentrava a floresta, era possível ouvir a melodia do conjunto de sons presentes ali, além da paisagem leve da mistura de luzes e da natureza. No fim da trilha estava tudo abaixo d'água com uma floresta de vitórias-régias e pássaros, assim, com o brilho que a infância adiciona a tudo, aquele momento se tornou perfeito.

Anelisa Itinose

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Alma tocada

Era julho. O vento frio e seco que entrava pela porta-balcão trouxe-me reminiscências da minha infância, passada em Mogi das Cruzes, onde, praticamente o ano todo, fazia frio. 

Naquele dia, minha irmã saíra. Eu estava no quarto, sentada em frente ao piano, que só ela da família sabia tocar. Como a minha vontade era muito grande e eu a possuía desde criança, decidi pôr meus dedos sobre as teclas. Entretanto, a única melodia que consegui apresentar foi o simples “do, ré, mi, fá”. 

Decidi, então, pesquisar tutoriais da música que eu mais adorava: “Skyscraper”, da Demi Lovato. Finalmente, encontrei um vídeo em que consegui acompanhar as teclas tocadas. Porém, quando eu tocava a segunda parte, esquecia-me da primeira. Devido a isso, decidi colocar pequenos adesivos com números indicando a sequência de partes e de teclas a serem tocadas. 

Depois de quatro horas marcando o piano, comecei a tocar sem assistir ao tutorial. Após recomeçar a música cinco vezes, consegui tocá-la perfeitamente. Na sexta vez, a minha alma foi tocada. Senti apenas as virtudes que a musicalidade do piano proporcionava. Percebi, então, que consegui realizar um dos meus sonhos de criança: tocar piano.  

Thaís Kimura Tomo

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Prova da OBM

Quando eu cursava o quinto ano do ensino fundamental, me inscrevi para a OBM (Olimpíada Brasileira de Matemática) junto com sete amigos. Fui a todas as aulas-extras referentes a essa prova e lá resolvi diversas questões que caíram em anos anteriores, estava determinado a vencer.

Meus pais me apoiaram bastante, isso fez com que eu quisesse mais ainda vencer para não decepcioná-los. Os meus colegas não acreditavam que podiam passar, visto que era em nível nacional, por isso alguns desistiram de fazer a prova e os outros não se esforçaram para ir bem, exceto eu.

No dia da primeira fase da OBM, fui à minha escola para fazer o teste. A princípio, estava extremamente nervoso, mas conforme eu o fazia, fui ganhando cada vez mais confiança. Após alguns dias, o resultado saiu, era necessário acertar no mínimo quinze das vinte questões para classificar, eu consegui dezoito delas. Elas me ajudaram bastante com os pontos da segunda fase, assim consegui grande vantagem.

Na segunda fase, a prova estava muito difícil, porém estava decidido a me esforçar ao máximo, depois de duas semanas o resultado saiu e vi que ficara na primeira colocação. Na semana seguinte, a escola fez uma cerimônia para a entrega da minha medalha de ouro, eu fiquei muito feliz não só pelo prêmio, mas também pela confiança dos meus pais, professores e amigos, que pude corresponder.

Pedro Vagnotti

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Lembrança de um sonho 

A menos de um ano, nas férias de julho de 2013, fui com a minha família passear em Los Angeles e Las Vegas para comemorar meu aniversário de quinze anos. Cheguei primeiramente em Los Angeles no dia 03. Lá fomos à praia e aos principais pontos turísticos, como o pier onde foram feitos vários filmes da Disney, na Calçada da Fama - onde visitei o Museu de Cera – e também na placa onde está escrito “Hollywood” onde me ralei inteira para tirar uma foto. Mas foi tudo incrível.

Quando chegou meu aniversário, no dia 08, eu quis comemorá-lo ao jeito americano. Então comi batata frita com bacon no café da manhã e várias ''gordices'' o dia inteiro.

Apesar de ter amado Los Angeles, quando cheguei em Las Vegas percebi que aquela era a cidade dos meus sonhos, cheia de segredos e encantos. Conhecida pelos seus cassinos deslumbrantes, Las Vegas, com certeza foi a cidade que me marcou. Foi lá também que entrei na loja da Chanel e me apaixonei para sempre.

Beatriz Parra

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Primeiro mascote

Tudo começou quando eu tinha apenas oito anos de idade. Era um pequeno menino apaixonado por animais. Não me importava com a raça e nem com a beleza, tudo o que eu mais queria era um mascote.

Certo dia adoeci e precisei ficar internado por quatro dias no hospital, parecia uma eternidade. Meus parentes me visitavam, meus pais passavam a maior parte do tempo comigo, mas às vezes eu percebia que eles estavam conversando escondido de mim, como se estivessem guardando um segredo.

Passados os quatro dias, melhorei bastante e recebi a notícia que já poderia voltar para casa. Meus pais estavam mais ansiosos do que eu, toda aquela atenção e carinho familiar me deixavam mal acostumado.

A caminho de casa, notei a agitação dos meus pais e do meu irmão, pareciam crianças que haviam aprontado alguma coisa. Estávamos muito devagar, o que deveria ser feito em cinco minutos demorou em torno de quinze. Quando chegamos em casa finalmente, pediram para eu fechar meus olhos, pois havia uma coisa me esperando na sala de estar. Honestamente achei isso estranho.

Não fazia ideia do que poderia ser até que, após eu abrir a porta e os meus olhos, vi a minha avó segurando uma cachorrinha e dizendo que era minha nova companheira.

Esse foi o dia mais feliz da minha vida, meu sonho foi realizado e dei o nome da cachorrinha de Sol, pois ela se tornaria a luz do meu dia e eu a sua sombra, unidos para sempre. 

Mateus Fernandes Disposti 

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Busca da felicidade

Ontem eu poderia ter ficado em casa dormindo, poderia ter passado o dia inteiro na internet, poderia ter passado meu tempo assistindo televisão, dormindo, mas não.

Eu fiz do meu dia um dia feliz e intenso, não que eu tenha saído pra curtir com meus amigos, nem saído para comprar o que eu quisesse. Eu fui a um rancho com as pessoas que eu amo. Joguei jogos da minha infância com minhas primas mais novas, joguei baralho com meus avós, andei de jet ski com a minha tia, pratiquei stand up.

Ontem eu amei e também fui amada. Contemplei o pôr do sol e depois deitei na rede e fiquei refletindo, que para um dia feliz só depende de decisões, esqueci daquilo que me perturbava e preenchi o dia com coisas boas, com as pessoas que realmente amo, eu valorizei todos os momentos, pois eles acabam.

E então pude perceber o quanto feliz foi meu dia, intenso de amor, e amor, sim, traz felicidade.

Pamela K. Fabrão Ferreira

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Paris, a cidade luz

Era dia 14 de julho de 2013, eu estava embarcando no avião a caminho de Londres. Meu sonho sempre foi conhecer a Europa, principalmente Paris. Quando era criança, me imaginava sendo pedida em casamento no topo da torre Eiffel e casando no jardim atrás dela em plena primavera durante a tarde.

Dia 18 de julho eu estava entrando no trem a caminho de Paris. Cheguei, fui para o hotel, organizei minhas coisas e sai para conhecer a cidade. Fui a Notre Dame, Louvre, Champs Elysees até que cheguei na torre Eiffel. Certamente aquele foi o momento mais feliz da minha vida, me emocionei, chorei...um choro bom.

Paris é a cidade perfeita, onde minhas preocupações, tristezas, problemas, tudo sumiu, ficou apenas a paz e a alegria, me tornei uma pessoa nova, a pessoa mais feliz do mundo.

Rafaella Marques Mannarelli

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Presente de aniversário nas alturas

Estava em um avião da empresa TAM com destino a São Paulo quando inesperadamente o comandante, durante seu discurso usual, nos questionou sobre os aniversariantes à bordo. Levantei meu braço timidamente e então a comissária de bordo veio até mim com um sorriso estonteante e pediu que ao final da viagem eu aguardasse junto com meu acompanhante dentro da aeronave.

Quando chegamos a São Paulo, fiz o que a comissária havia me pedido. Passaram-se 15 minutos e a porta da cabine do avião se abriu, fui convidado a entrar pelo comandante que insistiu que eu sentasse na poltrona dele. Ele me parabenizou e me explicou que aquela cortesia devia-se ao fato de que, naquele dia, a empresa completava 25 anos de existência.

Fiquei totalmente deslumbrado com a situação, minhas mãos começaram a suar, fiquei paralisado encarando fixamente a infinidade de equipamentos à minha frente. Fui interrompido pelo comandante que me avisou que teríamos que desembarcar da aeronave. Ele então tirou seu broche de comandante e me entregou e sorriu. Desci daquele avião com as pernas trêmulas e em prantos.Guardei aquele broche como se fosse a pedra mais rara do mundo, pois para mim era.

Henrique Kenzo
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A chegada do meu irmão


Lembro como se fosse hoje, no início de fevereiro de 2006, logo após eu chegar da escola, minha mãe me deu a notícia que ela estava grávida e que eu iria ganhar um irmão. 

Já fazia dois meses, mais ou menos,  que ela estava grávida e só demorou pra me contar, pois queria me mostrar o ultrassom e ter certeza do sexo desse novo membro da família. 

Nós ainda não estávamos morando aqui em Araçatuba, estávamos morando em Vilhena, e eu tinha sete anos. 

No mês de abril, durante o ferido de Páscoa,  muitos familiares,  quando souberam da notícia, aproveitaram para passar alguns dias na minha casa, ajudando minha mãe a comprar o enxoval e a decorar o quarto do bebê.

Meu pai ficou muito feliz, pois ele sempre quis ter um filho homem, e resolveu homenagear seu irmão falecido dando o nome dele a meu irmão mais novo, foi assim que ficou decidido que meu irmão se chamaria Pedro.

Meu avô, por parte de pai, foi outro que ficou muito feliz, pois Pedro foi o primeiro neto homem dele. Confesso que, no início, fiquei apreensiva com a chegada do meu irmão, só de ter que pensar em ter que dividir a atenção dos meu pais e familiares com ele .

Ele nasceu no dia 5 de setembro por volta das 16 horas. Eu estava na escola e assim que meu pai me buscou, me contou que ele havia nascido e me levou até o hospital.

Quando eu o peguei no colo, a apreensão em relação a sua chegada desapareceu, foi um momento muito feliz da minha vida, pois eu percebi que não seria uma tortura dividir a atenção com ele, mas um privilégio que muitas pessoas gostariam de ter e não podem. 

E hoje em dia ele é um companheiro com quem eu divido todas as tristezas e alegrias dessa vida familiar.

Millena Vieira Camargo Feliciano
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Adrenalina

A chuva finalmente havia parado e o sol esquentava o parque. Minha irmã não parava de correr e gritar para que nós andássemos mais rápido, antes que a fila aumentasse. Quando chegamos, vi que a fila não estava tão grande, então não havia jeito: eu teria que andar na montanha-russa com a minha irmã.

Eu nunca tive medo de montanhas-russas, mas também nunca havia andado em uma daquelas. Era azul, enorme, com uma subida bem alta que depois despencava, com um lago em baixo e alguns loopings. Se fosse apenas assim, eu não teria ficado com medo. Mas o que a deixava emocionante era o fato de que os carrinhos onde nós sentávamos nos deixavam praticamente de ponta cabeça e com os pés soltos.

Minhas pernas estavam trêmulas e meu estômago estava com um nó, mas a fila estava curta e logo chegou a nossa vez. Fiquei com medo de sentar na ponta e sentei no meio. A trava baixou e travou, o chão abaixou e viraram o carrinho de barriga para baixo. O carrinho começou a andar para frente e depois de uma curva começou a subir e subir e antes que eu me desse conta, o carrinho desceu. Depois disso não pensei mais no que estava acontecendo e apenas senti meus pés balançando e meu cabelo voando com as voltas do carrinhos e , antes que eu pudesse perceber, voltamos para a estação.

Depois dessa, não tive mais medo de montanha-russa.

Isabella Salviano Barretto
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Lembranças de um amigo 

Ao ver meu álbum de formatura, tive muitas lembranças boas da época que estudava no Colégio Nossa Senhora Aparecida. Lá estudei durante minha vida toda e concluí meus estudos há dois anos.

Os momentos que permaneci ali foram mágicos, já que me ensinaram a arte da vida, ou seja, a me relacionar com as pessoas e criar laços cultivados até hoje. Foi naquele ambiente de paz que conheci as primeiras letras e aprendi a contar de um a dez.

Recordei-me de quando jogava pelo time do Colégio em competições regionais, onde comecei ainda pequena. Conheci muitas pessoas que mantenho contato até hoje. Aliás, meu melhor amigo, João, jogava no time de handball do Sagrado de Marília. E em 2010 nos conhecemos nas Olimpíadas de Madre Clélia, em Bauru.

Um dos momentos mais importantes da minha vida foi quando eu o conheci. Inesquecível o momento que o vi pela primeira vez jogando e depois levantando a taça de melhor jogador das Olimpíadas! Nesses quatro anos, não houve distância que nos separasse.

Isabella Henrique Bonadio 
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aterro ou Enterro?



Por Mariana Mathias Morita 


É certo que a sociedade moderna produz uma volumosa quantidade de lixo. Para ilustrar esta situação, pode-se usar como exemplo a cidade de São Paulo que, em uma semana, produz lixo suficiente para encher o estádio do Maracanã.

Nos últimos tempos, o projeto da construção de um aterro na cidade de Araçatuba vem sendo muito repercutido e merece toda a atenção: os danos que poderão ser ocasionados por este investimento serão imensuráveis.

É fato que a construção do aterro poderia, a princípio, trazer vantagens para o município. Partindo da coleta seletiva, pode-se extrair diversos pontos positivos: materiais que poderiam ser reciclados e reaproveitados; catadores e sucateiros teriam suas rendas ampliadas; empresas de reciclagem e aquelas que utilizam matéria-prima reciclada seriam atraídas para a cidade movimentando a economia e gerando empregos. 

Outro ponto favorável seria a exploração do potencial energético do gás metano (produzido na decomposição da matéria orgânica) que pode favorecer a economia e a preservação do meio ambiente.

Sim, as vantagens iniciais do aterro podem parecer atrativas à primeira vista, mas ao analisar melhor a situação real do projeto em Araçatuba, percebe-se que poderia ser visto como um salto no desenvolvimento da cidade, pode se tornar um pesadelo para quem vive a realidade do município, uma vez que até mesmo vereadores da Câmara Municipal acreditam que, na verdade, o aterro será um lixão, simplesmente enterrando o lixo, sem a preocupação de tratar os resíduos e desrespeitando as leis ambientais.

Imagine, então, o lixão sendo construído numa região onde há a nascente de córregos importantes para a cidade, afetando suas águas, lençóis freáticos, solos altamente produtivos e propriedades de famílias. 

Sem mencionar que Araçatuba já possui um aterro sanitário, que supre suas necessidades, dispensando agora a criação de outro. Qual o real motivo para a prefeitura negociar a vinda de um novo aterro para a cidade?

No futuro, com o aumento da produção de lixo, a criação de um novo aterro pode ser necessária, entretanto, a população deverá lutar para que isto aconteça quando preciso e conforme as leis, sendo um desenvolvimento e não um regresso das conquistas da população araçatubense.


Mariana Mathias Morita é aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

O que você seria capaz de fazer por amor?


Esta foi a pergunta motivadora para trabalhar textos na forma de enumeração pelo exagero. A música inspiração foi "Por Você", de Frejat. Divirtam-se:

Por amor todos os sacrifícios eu faria.
Só por você
Uma nova língua eu aprenderia.

Nadar os sete mares eu iria,
Só para te ver.
O mapa reinventaria
E 9.750 quilômetros eu viajaria.

Se tivesse coragem,
Só para te ter
A plenos pulmões eu gritaria.

A 200Km/h na marginal eu correria,
Até uma lei infringiria.

Pelo nosso amor,
Eu mudaria.


Beatriz Torresi, Marina Seike e Mirian Zampieri, alunas do 2o. ano - turma 2014 

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Por você eu daria a volta ao mundo em dez dias,
Eu lutaria na Primeira Guerra Mundial,
Eu cruzaria do Meridional ao Setentrional .

De aniversário te daria a Lua,
E de Natal acabaria com todo o mal desse mundo,
Eu mergulharia no oceano mais profundo.

Por você eu viveria como cavalo-marinho 
Para te poupar das dores,
Eu declararia minha independência  para viver ao seu lado,
Ficaria dias pensando em você acordado.
Por você
Eu inventaria a cura do câncer,
Eu trocaria todas as estrelas e
Mandaria colocar pedras de brilhante na sua rua.

Por você eu viveria  na solidão
Eu apagaria a distância e mataria a saudade,
E te mostraria que sem você eu fico sem minha outra metade!

José Henrique S. Magalhães e Gabriele Hipólito, alunos do 2o. ano - turma 2014.


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Por te amar tanto
Eu me tornaria um santo,
Me jogaria do Empire State,
Desceria o Pão de Açúcar em um skate.

Para ganhar seu coração
Eu iria sem tradutor para o Japão,
Encontraria o elixir da longa vida,
Acharia o Santo Graal ou qualquer relíquia perdida.

Para ganhar seu encanto
De Napoleão eu roubaria o manto,
Uma foto de Quasímodo eu usaria de enfeite,
De galinha eu tiraria leite.

Por sua atenção
Moraria no cortiço de João Romão,
Dos pecados faria minha despedida,
aceitaria sofrer qualquer ferida.

Bianca Veneziano Demarqui, Ana Laura Quirino de Lima e Dayane Fortuna, alunas do 2o. ano - turma 2014.