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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Alguns ditos, ditos pelo Dito que não é o Dito Cujo



Colaboração: Adivinhe de qual professor?

Perdi minha esposa por causa da bebida. Ela foi atropelada por um caminhão da Skol.


O grande prazer na vida é fazer o que os outros dizem que não devemos.

Saudade é a presença da ausência.

Saudade é a falta que um efeito sente de sua causa.


Mente-se muito depois de uma pescaria, durante a guerra e antes de uma eleição.


O feto é o efeito do afeto.


Resisto a tudo, menos às tentações.


Adultério é a democracia aplicada ao casamento.


Adultério é a quebra de contrato civil e religioso vitalícios, com substituições do sócio(a), sem aviso prévio.


O amor, a tosse e a fumaça são coisas que não podem ser mantidas em segredo.


A couve-flor é um repolho com grau universitário.


* Elogio é uma mentira em traje de gala.


* Era uma pessoa mais ensebada do que telefone de açougue.


* Aquela garota deve sua beleza ao pai: ele é cirurgião plástico.


* Ele tem dieta equilibrada: um copo em cada mão.


* Eu nunca bebo água. Os peixes têm relação sexual nelas.


* Uma vez bateram nele por beijar a noiva... dois anos depois do casamento.


* Se os homens, depois do casamento, se portassem do mesmo modo que durante o noivado, haveria a metade dos divórcios e o dobro das falências.


* O casamento é um jogo especial: ou ganham os dois ou ambos perdem.


* Enquanto não aparece o homem certo, ela fica treinando com os homens errados.


* Ele morde tanto as unhas que o estômago precisa de manicure.


* Onde a ignorância é felicidade, é bobagem ser sábio.


* Ele é um cara bem trapalhão: cruzou cabrita com periscópio para ver se arruma um bode expiatório.


* Ela fala tanto que voltou da praia com a língua bronzeada.


* A conversa dele era mais curta do que estribo de anão.


* As crianças do meu bairro são tão terríveis que, quando aparece um gato com rabo inteiro, é considerado turista.


* É claro que eu sei que a maioria dos acidentes domésticos ocorrerem na cozinha. Eu tenho que comê-los.


* Isto que é marido bom. Quando chega de madrugada, para não incomodar a esposa, dorme com a empregada.


* Mulher tão bonita de fazer deputado largar Brasília.


* Três coisas perigosas: limpar arma de fogo, mulher do vizinho e croquete de botequim.




domingo, 9 de novembro de 2014

Filmes para estudar

Ayne Salviano
Por Ayne Regina Gonçalves Salviano

Os 50 anos de ditadura militar no Brasil pode ser um tema de vestibular. Que tal estudar/relembrar aspectos importantes assistindo a filmes? Veja alguns:

Em 1964, instaurava no Brasil a Ditadura Militar que permaneceria até 1985. Pelo golpe ter ocorrido há 50 anos, existe grande possibilidade de ser um tema recorrente na prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias E REDAÇÃO, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Para revisar esse conteúdo histórico tão importante, preparamos uma lista de filmes sobre o tema. Aproveite-os para relaxar e fazer uma pipoca entre uma lista de exercícios e outra.

1) Pra Frente, Brasil (1982): Retrata a história de um homem que, ao ser confundido com um “subversivo”, é submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes.

2) Ação entre Amigos (1998): Conta a história de quatro amigos, ex-guerrilheiros, que se reencontram 25 anos após o fim da ditadura, para refletir sobre o legado do regime aos brasileiros.

3) O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006): Mostra os efeitos da ditadura nas famílias brasileiras, através do olhar de um garoto que foi deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa da avó, na época da Copa do Mundo.

4) Tatuagem (2013): Protagonizado por um grupo teatral, o filme aborda a censura realizada durante a ditadura.

5) Batismo de Sangue (2007): Conta a história de frades dominicanos que, movidos por ideais cristãos, abrigaram o grupo da Ação Libertadora Nacional (ALN) em um convento.

6) Zuzu Angel (2006): Baseada na verídica história de Zuzu Angel, mãe do militante Stuart Jones, que foi torturado e assassinado por militares.

7) Lamarca (1994): Conta a biografia do guerrilheiro Carlos Lamarca, um dos mais conhecidos do país, que foi morto aos 33 anos.

8) Cidade de Deus (2002): Mostra o processo de favelização do Rio de Janeiro, dominada pela corrupção e tráfico de drogas, na ausência de autoridades públicas, nos anos 70, em pleno autoritarismo militar.

Boa pipoca, bons filmes, boa prova!

*Ayne Regina Gonçalves Salviano é professora de Redação do Ensino Médio e Cursinho. Jornalista-responsável pelo jornal impresso Leão Gordo desde 2013. Administradora deste blog.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sobre literatura


Finalmente chegou a época dos exames vestibulares, e os alunos ficam sempre à espera das dicas de última hora, aquelas que podem salvar a alma de muitos ou mesmo acalmar as ansiedades criadas ao longo do ano letivo. Como professora de Literatura, vou fazer aqui a minha parte e espero ajudar, especialmente aos alunos que irão enfrentar  a FUVEST e UNICAMP.

A primeira coisa é ter lido a lista de livros. Se o aluno não teve tempo de ler ou é daqueles que não amam esse tipo de atividade, apesar de terem consciência da necessidade ou validade de tal, ler ao menos análises e não somente resumos é prioridade. Afinal, a Literatura não se restringe apenas a histórias que se contam, mas ao modo como a linguagem se constrói no texto literário e nas interações críticas a respeito de determinada realidade que o autor consegue alcançar.

Dito isso, começo pelas obras escolhidas no âmbito da escola Romântica na Literatura. Em Til, de José de Alencar, há duas considerações a fazer: o regionalismo, de um lado, que retrata o interior de São Paulo, os costumes das fazendas (como a festa Junina); e a idealização romântica, pautada em valores burgueses, o que explica o final dado à personagem Berta (filha bastarda, por isso sem direitos) e a visão maniqueísta (bemXmal). Em Memórias de um sargento de milícias, a proposta é parodiar os conceitos românticos ao trazer à tona o humor, uma linguagem coloquial e a apresentação do mundo de pessoas mais pobres. Outra coisa interessante nesse livro é a construção do anti-herói Leonardinho, que foge aos padrões maniqueístas românticos com o surgimento de um personagem que relativiza suas ações e só se preocupa em viver sem compromisso no mundo da malandragem. Fecha-se o ciclo romântico com Viagens na minha terra, de Almeida Garret, outro livro peculiar porque, a princípio, o autor diz não ser romântico, erigindo uma obra que não se enquadra na forma de romance, em virtude da  hibridez que lhe é característica (ora é relato de viagem, ora é texto filosófico, ora nasce uma narrativa, ora vira memórias ou crítica). Nesse livro, Garret avançou como nacionalista romântico, instaurando uma defesa pelo liberalismo, marcado por uma vertente crítica. Até mesmo na narrativa dada na segunda metade da obra, o autor metaforiza em Carlos o liberalismo em Portugal e dá sua cartada última – a nação não será revitalizada por ele, será abandonada, como Carlos faz com Joaninha (representação de Portugal), o interesse será tão somente pelo dinheiro, daí Carlos escolher ser barão (o novo mal do país).

Em outra frente, há os livros da escola realista. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, faz a linha de crítica ao homem medíocre e hipócrita. A história de Cubas é a análise do espírito humano impregnado pelos interesses individuais, é o desmascaramento da burguesia e de todos os valores que a elevavam à época do romantismo. Cubas olha o mundo ao redor e a si mesmo como olhos novos de defunto, totalmente despreocupado com o olhar da opinião e, ao mesmo tempo, falseando desinteresse e desdém pelos fracassos da própria vida. Já em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, o Naturalismo é pintado em todas as cores encarnadas e agressivas. O homem reage o tempo todo como animal que é, marcado pelos instintos, o objetivo de cada personagem é sempre inglório: ou se quer o sexo, como a transformação de Jerônimo, seduzido pela luxuriante Rita Baiana; ou se quer riqueza, sem escrúpulos de qualquer natureza, como o João Romão, que é o retrato fiel do homem seduzido pela ambição. A miséria do homem vincula-se tanto à pobreza, com as descrições do modo de vida dos moradores do cortiço, quanto à riqueza, retratada no sobrado do Miranda. Também se encerra o grupo realista com outro escritor português, Eça de Queirós, e a obra escolhida é A cidade e as serras. O livro tem como proposta comparar o progresso urbano de cidades como Paris ao atraso rural em que se encontrava Portugal. Na visão de um narrador português, José Fernandes, a vida de Jacinto na cidade não proporcionava exatamente a felicidade, havia na cidade a futilidade, o interesse, a hipocrisia, a mediocridade. O que para Machado de Assis existe no âmago do homem, há para Eça na burguesia urbana. Em busca de valorizar sua terra, também em uma linha nacionalista parecida com Garret, Eça de Queirós aponta para a felicidade que só Portugal pode oferecer ao povo, dando-lhe motivação de vida e transformando a ociosidade urbana em produtividade em todos os sentidos.

O último grupo de livros pertence ao segundo período modernista (1930-45). Dois romances foram escolhidos, ambos pertencentes ao movimento do Neorrealismo regionalista, em que os escritores se preocupam com a denúncia das mazelas sociais de determinadas regiões do país. Em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é óbvia a temática da seca nordestina e a vida errática da família de Fabiano, dos retirantes, que sofrem, além da hostilidade geográfica, as opressões da exploração do trabalho, na relação de Fabiano com o fazendeiro, e o abandono governamental, expressos pelo soldado amarelo e pelo fiscal da prefeitura. Todos esses fatores atuam de modo a obrigar a família de Fabiano a viver como animais, não regidos pelo instinto como se viu em O cortiço, mas sim marcados pela busca incessante da sobrevivência e pela incapacidade de comunicação. Em Capitães da areia, de Jorge Amado, a temática é urbana: os menores abandonados da cidade de Salvador. O autor consegue aqui analisar de tal modo a realidade que fica explícita a causa do problema: a forma como a sociedade se organiza e de como resolve os problemas que ela mesma cria. Tanto Graciliano Ramos como Jorge Amado utilizam as teorias socialistas como base do discurso que as obras assumem. No primeiro, marca-se a impotência do trabalhador diante do poder capitalista; no segundo, há um vislumbre da possibilidade de luta proletária, da organização por meio da politização como solução social.

Ainda nesse período, mas como poesia, destaca-se a obra Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Em proporção diferenciada, surge o ideal socialista na descoberta de um mundo que se deteriora em razão da Segunda Guerra Mundial, marco da decadência capitalista segundo o poeta, e da Ditadura que dominava o Brasil à época de Getúlio Vargas. O livro contempla o momento em que o poeta abandona aquela poesia do cotidiano, toma consciência da nova realidade e preocupa-se em dar um novo papel ao trabalho poético: é preciso usar as palavras para denunciar, para que as pessoas acordem da inércia política, é preciso lutar. E a poesia drummondiana renasce nessa obra com nova postura. Há poemas metalinguísticos que questionam o objetivo poético nesse momento de gravidade no Brasil e no mundo, como também existem os poemas que abordam claramente os acontecimentos desse período, e, por fim, os poemas que abordam o próprio poeta enquanto vida, origem e amigos.

É evidente que as obras foram escolhidas justamente por terem relações entre si, tanto analógicas como distintas. Ao aluno é necessário tranquilidade, domínio emocional acima de tudo, para poder compreender os enunciados das questões e encontrar a resposta certa. Agora é ser fera e mostrar o quanto você se preparou. Bom vestibular!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ARTE faz pARTE


Prof. Zé Renato

Neurocientistas têm estudado, desde há muito tempo, como o cérebro desenvolve a inteligência. Recentes trabalhos científicos apontam para uma teoria de que  as informações são os canais de percepção do mundo. As informações chegam até nós pela visão, pela audição, pelo tato, pelo olfato e pelo paladar. Nosso cérebro retém as informações que julga necessárias para nossa sobrevivência imediata e também para nossa sobrevivência a longo- prazo.

As informações podem acrescentar possibilidades ao nosso cérebro, fazendo com que sejamos cada vez mais inteligentes. Se as informações que recebemos forem boas e para o bem, teremos uma inteligência saudável, que transformará nossa visão de mundo ao redor. O oposto também pode ocorrer, usando a inteligência para falcatruas, sacanagens, corrupções e mau-caratismo.

As informações envolvendo ARTE permitem ampliar a percepção de mundo, na medida em que trabalha com a subjetividade, com a criatividade, com o inesperado, com o lúdico e com o mágico.

Informações artísticas melhoram o foco e ampliam a capacidade de percepção das informações, permitem a existência concreta da divagação, dos sonhos, dos anseios e da liberdade do livre pensar.

A ARTE é um mundo paralelo que podemos criar ou contemplar. Saber entrar nesse mundo é o maior barato. Só quem entra é que percebe isso.

A ARTE é uma linguagem aberta e trabalha com significados múltiplos. Isso lhe dá total liberdade de manifestação.

Use a ARTE para melhorar sua vida. Não tem contraindicação. Aprenda a perceber além do imediato, do óbvio e do lógico.

Você pode dar asas a sua imaginação sem precisar tomar Red Bull.

* Prof. Zé Renato, de Artes

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Receita do sucesso


Por Miriam Brites

O fundamental é estudar a aula que foi dada no mesmo dia. Dedicação exclusiva. Nada de música ao fundo, hein?



Como ninguém é de ferro, um pouco de descanso - 10 minutos - são suficientes. Mas nem pensar em abraçar as armadilhas que podem fazê-lo jogar seu tempo de estudo no lixo: nada de televisão, computador ou videogame.



A regra é 30 minutos de estudo, 10 minutos de descanso, 30 minutos de estudo. Aluno dedicado que praticar isso no dia a dia tornará seu tempo de estudo muito agradável.



Que venha o sucesso nos vestibulares!


*Miriam Brites é professora de Biologia

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Assistencialismo?

Por Paulo Pupo

No início do mês a TV Cultura, em seu noticiário noturno, expôs uma reportagem sobre o 'Bolsa Família', que chegava aos dez anos de existência e “entrava na segunda geração”. Logo em seguida desenvolveu-se um microdebate entre os comentaristas convidados, Ayrton Soares e Marco Antônio Villa, um a favor e outro contra. Achei que os argumentos apresentados refletiam uma controvérsia de âmbito nacional e eu, como talvez grande parte dos telespectadores, me senti tentado a opinar sobre o assunto, sem, entretanto, chegar a interagir com o noticiário via internet, como vários outros faziam.


Mas essa tentação ganhou força depois que vi, numa página do Facebook chamada “A Roça”, a foto de uma enxada golpeando a terra sob a qual se lia a seguinte frase: “Esse era o bolsa família de 40 anos atrás”. A foto, que inclusive compartilhei no meu próprio mural, trazia consigo dezenas de comentários, e os argumentos expostos eram mais ou menos os mesmos que eu havia visto na televisão, tanto favoráveis quanto contrários: que cria assistencialismo, que gera dependência, que acomoda, que petrifica a miséria ao invés de reduzi-la; ou então que distribui renda, que tira as crianças das ruas, que incentiva a educação na medida em que estimula as famílias a mandarem seus filhos à escola, afastando-os das drogas, da criminalidade, da violência...



E esse último tipo de argumento favorável, bastante frequente, aliás, é o que eu considero mais danoso nisso tudo. Não adianta estar na escola e ter frequência, escola não é reformatório; o que deveria ser um centro de educação e aperfeiçoamento intelectual torna-se meramente um artifício para aquisição de algum benefício imediato, material e palpável; como se a finalidade do saber fosse fundamentalmente a remuneração; como se o saber exigisse comprometimento com qualquer coisa que não seja ele próprio enquanto meio de engrandecimento da pessoa humana e, por extensão, da sociedade como um todo. Escola deve ser frequentada por gente que quer instruir-se, como instrumento de evolução e não como alternativa à ociosidade ou à criminalidade. Nesse caso, melhor seria atrelar o recebimento do 'benefício' ao cometimento de qualquer infração ou crime por parte de algum membro da família do beneficiário, incluindo ele próprio, que produzisse cancelamento imediato do mesmo caso tal coisa viesse a ocorrer.



Além do mais, aos que consideram que 'estar na escola pelo menos ajuda', penso ser evidente que os mecanismos de avaliação de rendimento são manipulados ou errôneos. Basta observar o que se passa pelo país. Estagnação da produtividade, aumento do consumo de drogas, da violência, da criminalidade, da violência da criminalidade... E isso partindo de jovens cada vez mais jovens... Tais coisas acontecendo, enquanto se discute inutilmente a questão da maioridade penal, são, a meu ver, um indicador de que nada do que está sendo feito pela educação está surtindo efeito.



E se o Bolsa Família já está entrando na segunda geração, essa constatação, por si só, já pode ser considerada como indício de que o programa é falho, ineficiente, no mínimo inútil. Pode até tirar o indivíduo da pobreza, mas não tira a pobreza do indivíduo. E acho até que é por isso que somos um povo pobre. Associamos riqueza a dinheiro, não a trabalho. O que provavelmente nos fará ruminar nossa pobreza por várias e várias gerações, ainda. O que nos fará continuar acreditando que pobreza se resolve somente com dinheiro.


* Paulo Pupo, professor de História
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quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Alguns ditos, ditos pelo Dito que não é o Dito Cujo



Colaboração: Adivinhe de qual professor?

Perdi minha esposa por causa da bebida. Ela foi atropelada por um caminhão da Skol.


O grande prazer na vida é fazer o que os outros dizem que não devemos.

Saudade é a presença da ausência.

Saudade é a falta que um efeito sente de sua causa.


Mente-se muito depois de uma pescaria, durante a guerra e antes de uma eleição.


O feto é o efeito do afeto.


Resisto a tudo, menos às tentações.


Adultério é a democracia aplicada ao casamento.


Adultério é a quebra de contrato civil e religioso vitalícios, com substituições do sócio(a), sem aviso prévio.


O amor, a tosse e a fumaça são coisas que não podem ser mantidas em segredo.


A couve-flor é um repolho com grau universitário.


* Elogio é uma mentira em traje de gala.


* Era uma pessoa mais ensebada do que telefone de açougue.


* Aquela garota deve sua beleza ao pai: ele é cirurgião plástico.


* Ele tem dieta equilibrada: um copo em cada mão.


* Eu nunca bebo água. Os peixes têm relação sexual nelas.


* Uma vez bateram nele por beijar a noiva... dois anos depois do casamento.


* Se os homens, depois do casamento, se portassem do mesmo modo que durante o noivado, haveria a metade dos divórcios e o dobro das falências.


* O casamento é um jogo especial: ou ganham os dois ou ambos perdem.


* Enquanto não aparece o homem certo, ela fica treinando com os homens errados.


* Ele morde tanto as unhas que o estômago precisa de manicure.


* Onde a ignorância é felicidade, é bobagem ser sábio.


* Ele é um cara bem trapalhão: cruzou cabrita com periscópio para ver se arruma um bode expiatório.


* Ela fala tanto que voltou da praia com a língua bronzeada.


* A conversa dele era mais curta do que estribo de anão.


* As crianças do meu bairro são tão terríveis que, quando aparece um gato com rabo inteiro, é considerado turista.


* É claro que eu sei que a maioria dos acidentes domésticos ocorrerem na cozinha. Eu tenho que comê-los.


* Isto que é marido bom. Quando chega de madrugada, para não incomodar a esposa, dorme com a empregada.


* Mulher tão bonita de fazer deputado largar Brasília.


* Três coisas perigosas: limpar arma de fogo, mulher do vizinho e croquete de botequim.




domingo, 9 de novembro de 2014

Filmes para estudar

Ayne Salviano
Por Ayne Regina Gonçalves Salviano

Os 50 anos de ditadura militar no Brasil pode ser um tema de vestibular. Que tal estudar/relembrar aspectos importantes assistindo a filmes? Veja alguns:

Em 1964, instaurava no Brasil a Ditadura Militar que permaneceria até 1985. Pelo golpe ter ocorrido há 50 anos, existe grande possibilidade de ser um tema recorrente na prova de Ciências Humanas e Suas Tecnologias E REDAÇÃO, do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano.

Para revisar esse conteúdo histórico tão importante, preparamos uma lista de filmes sobre o tema. Aproveite-os para relaxar e fazer uma pipoca entre uma lista de exercícios e outra.

1) Pra Frente, Brasil (1982): Retrata a história de um homem que, ao ser confundido com um “subversivo”, é submetido a sessões de tortura para confessar seus supostos crimes.

2) Ação entre Amigos (1998): Conta a história de quatro amigos, ex-guerrilheiros, que se reencontram 25 anos após o fim da ditadura, para refletir sobre o legado do regime aos brasileiros.

3) O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (2006): Mostra os efeitos da ditadura nas famílias brasileiras, através do olhar de um garoto que foi deixado pelos pais, militantes de esquerda, na casa da avó, na época da Copa do Mundo.

4) Tatuagem (2013): Protagonizado por um grupo teatral, o filme aborda a censura realizada durante a ditadura.

5) Batismo de Sangue (2007): Conta a história de frades dominicanos que, movidos por ideais cristãos, abrigaram o grupo da Ação Libertadora Nacional (ALN) em um convento.

6) Zuzu Angel (2006): Baseada na verídica história de Zuzu Angel, mãe do militante Stuart Jones, que foi torturado e assassinado por militares.

7) Lamarca (1994): Conta a biografia do guerrilheiro Carlos Lamarca, um dos mais conhecidos do país, que foi morto aos 33 anos.

8) Cidade de Deus (2002): Mostra o processo de favelização do Rio de Janeiro, dominada pela corrupção e tráfico de drogas, na ausência de autoridades públicas, nos anos 70, em pleno autoritarismo militar.

Boa pipoca, bons filmes, boa prova!

*Ayne Regina Gonçalves Salviano é professora de Redação do Ensino Médio e Cursinho. Jornalista-responsável pelo jornal impresso Leão Gordo desde 2013. Administradora deste blog.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Sobre literatura


Finalmente chegou a época dos exames vestibulares, e os alunos ficam sempre à espera das dicas de última hora, aquelas que podem salvar a alma de muitos ou mesmo acalmar as ansiedades criadas ao longo do ano letivo. Como professora de Literatura, vou fazer aqui a minha parte e espero ajudar, especialmente aos alunos que irão enfrentar  a FUVEST e UNICAMP.

A primeira coisa é ter lido a lista de livros. Se o aluno não teve tempo de ler ou é daqueles que não amam esse tipo de atividade, apesar de terem consciência da necessidade ou validade de tal, ler ao menos análises e não somente resumos é prioridade. Afinal, a Literatura não se restringe apenas a histórias que se contam, mas ao modo como a linguagem se constrói no texto literário e nas interações críticas a respeito de determinada realidade que o autor consegue alcançar.

Dito isso, começo pelas obras escolhidas no âmbito da escola Romântica na Literatura. Em Til, de José de Alencar, há duas considerações a fazer: o regionalismo, de um lado, que retrata o interior de São Paulo, os costumes das fazendas (como a festa Junina); e a idealização romântica, pautada em valores burgueses, o que explica o final dado à personagem Berta (filha bastarda, por isso sem direitos) e a visão maniqueísta (bemXmal). Em Memórias de um sargento de milícias, a proposta é parodiar os conceitos românticos ao trazer à tona o humor, uma linguagem coloquial e a apresentação do mundo de pessoas mais pobres. Outra coisa interessante nesse livro é a construção do anti-herói Leonardinho, que foge aos padrões maniqueístas românticos com o surgimento de um personagem que relativiza suas ações e só se preocupa em viver sem compromisso no mundo da malandragem. Fecha-se o ciclo romântico com Viagens na minha terra, de Almeida Garret, outro livro peculiar porque, a princípio, o autor diz não ser romântico, erigindo uma obra que não se enquadra na forma de romance, em virtude da  hibridez que lhe é característica (ora é relato de viagem, ora é texto filosófico, ora nasce uma narrativa, ora vira memórias ou crítica). Nesse livro, Garret avançou como nacionalista romântico, instaurando uma defesa pelo liberalismo, marcado por uma vertente crítica. Até mesmo na narrativa dada na segunda metade da obra, o autor metaforiza em Carlos o liberalismo em Portugal e dá sua cartada última – a nação não será revitalizada por ele, será abandonada, como Carlos faz com Joaninha (representação de Portugal), o interesse será tão somente pelo dinheiro, daí Carlos escolher ser barão (o novo mal do país).

Em outra frente, há os livros da escola realista. Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, faz a linha de crítica ao homem medíocre e hipócrita. A história de Cubas é a análise do espírito humano impregnado pelos interesses individuais, é o desmascaramento da burguesia e de todos os valores que a elevavam à época do romantismo. Cubas olha o mundo ao redor e a si mesmo como olhos novos de defunto, totalmente despreocupado com o olhar da opinião e, ao mesmo tempo, falseando desinteresse e desdém pelos fracassos da própria vida. Já em O cortiço, de Aluísio de Azevedo, o Naturalismo é pintado em todas as cores encarnadas e agressivas. O homem reage o tempo todo como animal que é, marcado pelos instintos, o objetivo de cada personagem é sempre inglório: ou se quer o sexo, como a transformação de Jerônimo, seduzido pela luxuriante Rita Baiana; ou se quer riqueza, sem escrúpulos de qualquer natureza, como o João Romão, que é o retrato fiel do homem seduzido pela ambição. A miséria do homem vincula-se tanto à pobreza, com as descrições do modo de vida dos moradores do cortiço, quanto à riqueza, retratada no sobrado do Miranda. Também se encerra o grupo realista com outro escritor português, Eça de Queirós, e a obra escolhida é A cidade e as serras. O livro tem como proposta comparar o progresso urbano de cidades como Paris ao atraso rural em que se encontrava Portugal. Na visão de um narrador português, José Fernandes, a vida de Jacinto na cidade não proporcionava exatamente a felicidade, havia na cidade a futilidade, o interesse, a hipocrisia, a mediocridade. O que para Machado de Assis existe no âmago do homem, há para Eça na burguesia urbana. Em busca de valorizar sua terra, também em uma linha nacionalista parecida com Garret, Eça de Queirós aponta para a felicidade que só Portugal pode oferecer ao povo, dando-lhe motivação de vida e transformando a ociosidade urbana em produtividade em todos os sentidos.

O último grupo de livros pertence ao segundo período modernista (1930-45). Dois romances foram escolhidos, ambos pertencentes ao movimento do Neorrealismo regionalista, em que os escritores se preocupam com a denúncia das mazelas sociais de determinadas regiões do país. Em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é óbvia a temática da seca nordestina e a vida errática da família de Fabiano, dos retirantes, que sofrem, além da hostilidade geográfica, as opressões da exploração do trabalho, na relação de Fabiano com o fazendeiro, e o abandono governamental, expressos pelo soldado amarelo e pelo fiscal da prefeitura. Todos esses fatores atuam de modo a obrigar a família de Fabiano a viver como animais, não regidos pelo instinto como se viu em O cortiço, mas sim marcados pela busca incessante da sobrevivência e pela incapacidade de comunicação. Em Capitães da areia, de Jorge Amado, a temática é urbana: os menores abandonados da cidade de Salvador. O autor consegue aqui analisar de tal modo a realidade que fica explícita a causa do problema: a forma como a sociedade se organiza e de como resolve os problemas que ela mesma cria. Tanto Graciliano Ramos como Jorge Amado utilizam as teorias socialistas como base do discurso que as obras assumem. No primeiro, marca-se a impotência do trabalhador diante do poder capitalista; no segundo, há um vislumbre da possibilidade de luta proletária, da organização por meio da politização como solução social.

Ainda nesse período, mas como poesia, destaca-se a obra Sentimento do Mundo, de Carlos Drummond de Andrade. Em proporção diferenciada, surge o ideal socialista na descoberta de um mundo que se deteriora em razão da Segunda Guerra Mundial, marco da decadência capitalista segundo o poeta, e da Ditadura que dominava o Brasil à época de Getúlio Vargas. O livro contempla o momento em que o poeta abandona aquela poesia do cotidiano, toma consciência da nova realidade e preocupa-se em dar um novo papel ao trabalho poético: é preciso usar as palavras para denunciar, para que as pessoas acordem da inércia política, é preciso lutar. E a poesia drummondiana renasce nessa obra com nova postura. Há poemas metalinguísticos que questionam o objetivo poético nesse momento de gravidade no Brasil e no mundo, como também existem os poemas que abordam claramente os acontecimentos desse período, e, por fim, os poemas que abordam o próprio poeta enquanto vida, origem e amigos.

É evidente que as obras foram escolhidas justamente por terem relações entre si, tanto analógicas como distintas. Ao aluno é necessário tranquilidade, domínio emocional acima de tudo, para poder compreender os enunciados das questões e encontrar a resposta certa. Agora é ser fera e mostrar o quanto você se preparou. Bom vestibular!

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ARTE faz pARTE


Prof. Zé Renato

Neurocientistas têm estudado, desde há muito tempo, como o cérebro desenvolve a inteligência. Recentes trabalhos científicos apontam para uma teoria de que  as informações são os canais de percepção do mundo. As informações chegam até nós pela visão, pela audição, pelo tato, pelo olfato e pelo paladar. Nosso cérebro retém as informações que julga necessárias para nossa sobrevivência imediata e também para nossa sobrevivência a longo- prazo.

As informações podem acrescentar possibilidades ao nosso cérebro, fazendo com que sejamos cada vez mais inteligentes. Se as informações que recebemos forem boas e para o bem, teremos uma inteligência saudável, que transformará nossa visão de mundo ao redor. O oposto também pode ocorrer, usando a inteligência para falcatruas, sacanagens, corrupções e mau-caratismo.

As informações envolvendo ARTE permitem ampliar a percepção de mundo, na medida em que trabalha com a subjetividade, com a criatividade, com o inesperado, com o lúdico e com o mágico.

Informações artísticas melhoram o foco e ampliam a capacidade de percepção das informações, permitem a existência concreta da divagação, dos sonhos, dos anseios e da liberdade do livre pensar.

A ARTE é um mundo paralelo que podemos criar ou contemplar. Saber entrar nesse mundo é o maior barato. Só quem entra é que percebe isso.

A ARTE é uma linguagem aberta e trabalha com significados múltiplos. Isso lhe dá total liberdade de manifestação.

Use a ARTE para melhorar sua vida. Não tem contraindicação. Aprenda a perceber além do imediato, do óbvio e do lógico.

Você pode dar asas a sua imaginação sem precisar tomar Red Bull.

* Prof. Zé Renato, de Artes

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Receita do sucesso


Por Miriam Brites

O fundamental é estudar a aula que foi dada no mesmo dia. Dedicação exclusiva. Nada de música ao fundo, hein?



Como ninguém é de ferro, um pouco de descanso - 10 minutos - são suficientes. Mas nem pensar em abraçar as armadilhas que podem fazê-lo jogar seu tempo de estudo no lixo: nada de televisão, computador ou videogame.



A regra é 30 minutos de estudo, 10 minutos de descanso, 30 minutos de estudo. Aluno dedicado que praticar isso no dia a dia tornará seu tempo de estudo muito agradável.



Que venha o sucesso nos vestibulares!


*Miriam Brites é professora de Biologia

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Assistencialismo?

Por Paulo Pupo

No início do mês a TV Cultura, em seu noticiário noturno, expôs uma reportagem sobre o 'Bolsa Família', que chegava aos dez anos de existência e “entrava na segunda geração”. Logo em seguida desenvolveu-se um microdebate entre os comentaristas convidados, Ayrton Soares e Marco Antônio Villa, um a favor e outro contra. Achei que os argumentos apresentados refletiam uma controvérsia de âmbito nacional e eu, como talvez grande parte dos telespectadores, me senti tentado a opinar sobre o assunto, sem, entretanto, chegar a interagir com o noticiário via internet, como vários outros faziam.


Mas essa tentação ganhou força depois que vi, numa página do Facebook chamada “A Roça”, a foto de uma enxada golpeando a terra sob a qual se lia a seguinte frase: “Esse era o bolsa família de 40 anos atrás”. A foto, que inclusive compartilhei no meu próprio mural, trazia consigo dezenas de comentários, e os argumentos expostos eram mais ou menos os mesmos que eu havia visto na televisão, tanto favoráveis quanto contrários: que cria assistencialismo, que gera dependência, que acomoda, que petrifica a miséria ao invés de reduzi-la; ou então que distribui renda, que tira as crianças das ruas, que incentiva a educação na medida em que estimula as famílias a mandarem seus filhos à escola, afastando-os das drogas, da criminalidade, da violência...



E esse último tipo de argumento favorável, bastante frequente, aliás, é o que eu considero mais danoso nisso tudo. Não adianta estar na escola e ter frequência, escola não é reformatório; o que deveria ser um centro de educação e aperfeiçoamento intelectual torna-se meramente um artifício para aquisição de algum benefício imediato, material e palpável; como se a finalidade do saber fosse fundamentalmente a remuneração; como se o saber exigisse comprometimento com qualquer coisa que não seja ele próprio enquanto meio de engrandecimento da pessoa humana e, por extensão, da sociedade como um todo. Escola deve ser frequentada por gente que quer instruir-se, como instrumento de evolução e não como alternativa à ociosidade ou à criminalidade. Nesse caso, melhor seria atrelar o recebimento do 'benefício' ao cometimento de qualquer infração ou crime por parte de algum membro da família do beneficiário, incluindo ele próprio, que produzisse cancelamento imediato do mesmo caso tal coisa viesse a ocorrer.



Além do mais, aos que consideram que 'estar na escola pelo menos ajuda', penso ser evidente que os mecanismos de avaliação de rendimento são manipulados ou errôneos. Basta observar o que se passa pelo país. Estagnação da produtividade, aumento do consumo de drogas, da violência, da criminalidade, da violência da criminalidade... E isso partindo de jovens cada vez mais jovens... Tais coisas acontecendo, enquanto se discute inutilmente a questão da maioridade penal, são, a meu ver, um indicador de que nada do que está sendo feito pela educação está surtindo efeito.



E se o Bolsa Família já está entrando na segunda geração, essa constatação, por si só, já pode ser considerada como indício de que o programa é falho, ineficiente, no mínimo inútil. Pode até tirar o indivíduo da pobreza, mas não tira a pobreza do indivíduo. E acho até que é por isso que somos um povo pobre. Associamos riqueza a dinheiro, não a trabalho. O que provavelmente nos fará ruminar nossa pobreza por várias e várias gerações, ainda. O que nos fará continuar acreditando que pobreza se resolve somente com dinheiro.


* Paulo Pupo, professor de História