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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.