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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aterro ou Enterro?



Por Mariana Mathias Morita 


É certo que a sociedade moderna produz uma volumosa quantidade de lixo. Para ilustrar esta situação, pode-se usar como exemplo a cidade de São Paulo que, em uma semana, produz lixo suficiente para encher o estádio do Maracanã.

Nos últimos tempos, o projeto da construção de um aterro na cidade de Araçatuba vem sendo muito repercutido e merece toda a atenção: os danos que poderão ser ocasionados por este investimento serão imensuráveis.

É fato que a construção do aterro poderia, a princípio, trazer vantagens para o município. Partindo da coleta seletiva, pode-se extrair diversos pontos positivos: materiais que poderiam ser reciclados e reaproveitados; catadores e sucateiros teriam suas rendas ampliadas; empresas de reciclagem e aquelas que utilizam matéria-prima reciclada seriam atraídas para a cidade movimentando a economia e gerando empregos. 

Outro ponto favorável seria a exploração do potencial energético do gás metano (produzido na decomposição da matéria orgânica) que pode favorecer a economia e a preservação do meio ambiente.

Sim, as vantagens iniciais do aterro podem parecer atrativas à primeira vista, mas ao analisar melhor a situação real do projeto em Araçatuba, percebe-se que poderia ser visto como um salto no desenvolvimento da cidade, pode se tornar um pesadelo para quem vive a realidade do município, uma vez que até mesmo vereadores da Câmara Municipal acreditam que, na verdade, o aterro será um lixão, simplesmente enterrando o lixo, sem a preocupação de tratar os resíduos e desrespeitando as leis ambientais.

Imagine, então, o lixão sendo construído numa região onde há a nascente de córregos importantes para a cidade, afetando suas águas, lençóis freáticos, solos altamente produtivos e propriedades de famílias. 

Sem mencionar que Araçatuba já possui um aterro sanitário, que supre suas necessidades, dispensando agora a criação de outro. Qual o real motivo para a prefeitura negociar a vinda de um novo aterro para a cidade?

No futuro, com o aumento da produção de lixo, a criação de um novo aterro pode ser necessária, entretanto, a população deverá lutar para que isto aconteça quando preciso e conforme as leis, sendo um desenvolvimento e não um regresso das conquistas da população araçatubense.


Mariana Mathias Morita é aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Futuro e o Fim

A imagem do fotógrafo Kevin Carter 
mostra uma criança sudanesa agonizando. 
O urubu está esperando a hora de se alimentar. 
A foto ganhou o Prêmio Pulitzer. 
O fotógrafo cometeu suicídio.



Por Lucas Caroli Cruz  


As leis da natureza não se alteraram ao longo da história, desde épocas remotas. Sobrevive o mais adaptado aos obstáculos do ambiente e, assim, surgem as noções de presa e predador. O homem não é uma exceção: mesmo nos parâmetros atuais de sobrevivência, é um predador. Não somente de outros seres, mas da própria espécie.

As desigualdades são as provas mais sólidas e claras do predatismo humano. Vale ressaltar que a hegemonia do Homo Sapiens Sapiens é tanto inata como circunstancial. Como exemplo histórico está o imperialismo das civilizações europeias sobre as africanas. Foram demarcados territórios de acordo com interesses econômicos europeus na África, o que demonstra o predatismo circunstancial. Desse fato, decorreram os conflitos tribais, evidências do predatismo engendrado junto à natureza humana.

Porém, nenhuma prova de acúmulo e desigualdade é tão gritante como a questão da fome. Estima-se que 1 bilhão de pessoas sofram com essa injúria. Contudo, estudos indicam que a produção alimentícia atual é suficiente ao suprimento mundial. Logo, muitos desperdiçam, assim como muitos passam fome.

Em conjunto está a supremacia dos humanos no meio ambiente. Impregnados de tecnologia, exploramos sem medir as consequências, com olhos direcionados ao presente e ao acúmulo de riquezas. Um grande exemplo são as usinas nucleares, que representam um risco em potencial à natureza e à vida. Recentemente, Fukushima, no Japão, mostrou-nos, novamente, o perigo dessa forma de energia. Assim, esse predatismo circunstancial atinge não somente as gerações atuais, mas também  as futuras.

Exploramos, criamos, destruímos, enfim, temos o que queremos e buscamos nossos objetivos. Entretanto, a audácia humana é representada pelo predatismo, inato a nossa essência ou circunstancial, sobre a própria e as demais espécies, sem esquecer a natureza. Ameaçando esta, torna-se evidente o predatismo sobre as gerações futuras. Portanto, os humanos são, paradoxalmente, o futuro e o fim da espécie. 

* Lucas Caroli Cruz , aluno do Cursinho - turma 2014.

Pessoas são ‘interesseiras’?




Por Leonardo Passanezi, Mariana Morita, Maria Isabel Braga

As pessoas, na sociedade de hoje, são, sim, interesseiras, pois o que antes era sentimento no relacionamento interpessoal está se tornando uma ganância pelo o que o outro tem ou não para oferecer. 



Isto acontece porque sempre tentamos nos sobressair em relação aos outros e, às vezes, de maneira egoísta, de modo que quando há algo de valor envolvido em uma situação, as pessoas tendem a escolher o lado que as favorece mais. 



Como, por exemplo, quando uma mulher está paquerando dois rapazes e acaba se envolvendo com o de maior poder aquisitivo, ou quando há um divórcio e um tenta se beneficiar mais que o outro. 



Assim, percebemos que quanto mais a sociedade se desenvolve, maior fica o interesse e a ganância.


Leonardo Passanezi, Mariana Morita, Maria Isabel Braga, alunos do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Esse tal de bullying


Por Isabella Salviano Barretto

De uma maneira geral, o bullying está ficando comum. O ato de praticá-lo e o de recebê-lo está sendo cada vez mais comentado no mundo inteiro. Porém, muitas pessoas ainda não sabem o que isso significa. 

Bullying é fazer ou ter atitudes agressivas, intencionais e repetidas, causando dor, angústia e até problemas psicológicos em alguém, a vítima.



Quando comentamos algo sobre bullying, as pessoas geralmente pensam em atos agressivos, como lutas ou outras situações com muito mais impacto. A verdade é que ele é encontrado em algumas atitudes simples que, infelizmente, fazem parte do nosso dia a dia, como colocar apelidos, ofender, zoar, sacanear, humilhar, fazer sofrer (não necessariamente sofrer fisicamente), discriminar, excluir, isolar, ignorar, perseguir, aterrorizar, amedrontar, tiranizar e dominar.



A grande pergunta é: Por que fazer isso com as pessoas? A verdade é que não é certo, e nunca será. O motivo vem de cada um, mas é possível ter algumas hipóteses.



Uma pessoa pode praticar bullying com outras para tentar se encaixar em um determinado grupo onde normalmente não seria aceito. Ou para tentar se mostrar superior aos outros. Pode ser caso de vingança, já que pode ter sido vítima uma vez. Ou até um simples caso de desavença.



 Solucionar um problema desses não é tão simples, mas também não é tão complicado. Primeiro de tudo, é preciso ter respeito, pois cada ato de bullying é um desrespeito. É preciso pensar nos outros. Se antes de praticar o bullying a pessoa se colocasse no lugar da vítima, com certeza muitos desses atos não se concretizariam. E por último, deve-se pensar no que realmente se está fazendo: provavelmente acabando com um dia, uma semana, um mês, um ano e até com a vida de alguém.



 O bullying está cada vez mais comum, mas é dever de cada um acabar com ele.


*Isabella Salviano Barretto, aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Manipulação em massa


Por Juliana Zolin de Almeida Lopes 

O avanço tecnológico facilitou muito o acesso às informações. Milhares de pessoas podem se inteirar das atualidades do mundo por meio de vários veículos de comunicação.

Porém, em tudo sempre há vários modos de abordagens e cada um defende seus interesses, ou de determinados grupos. Raramente as notícias são veiculadas pela mídia de maneira isenta de qualquer interesse ou pressão. 

Elas, muitas vezes, vêm mastigadas. Exemplo disso é o que acontece em épocas de eleições quando são divulgadas notícias tendenciosas favorecendo ou denegrindo a imagem de candidatos ou partidos, em prol de interesses, muitas vezes, escusos, influenciando grande quantidade de eleitores a deixarem de lado suas reais convicções políticas para adotarem o chamado ''voto útil''.

A manipulação da mídia ao publicar manchetes e noticiários em TVs, rádios, jornais, internet, influencia pessoas a terem certas visões sobre o mundo que nem sempre são reais ou verdadeiras. E a população engole o modo como as notícias são divulgadas como se fossem marionetes.

Tal controle exercido pela mídia não seria possível se as pessoas tivessem um olhar crítico sobre a imprensa, decifrando as entrelinhas. 

* Juliana Zolin de Almeida Lopes, aluna do 3o. ano - turma 2014. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Diversão Perigosa


Por Ana Carolina Mariani 

A procura do sucesso na adolescência atualmente é acompanhada das inseguranças, cobranças e a busca da popularidade em todas as classes sociais. As festas para menores de 18 anos estão acontecendo frequentemente e a liberação do consumo de bebida alcoólica está cada vez mais presente e isso acontece com a anuência dos pais ou responsáveis, mesmo tendo conhecimento que é ilícito.

No decorrer da festa, os jovens abusam do álcool numa falsa esperança de serem aceitos, de a timidez se tornar espontaneidade, de numa dança atrair olhares e até mesmo de uma conquista. Em uma festa, que deveria ser uma diversão saudável, quase sempre o que se vê são meninas passando mal, tornando-se alvo de piadas e comentários maldosos. E meninos discutindo, até mesmo brigando, perdendo completamente o bom senso.

Experimentar, de maneira precoce, caminhos para soluções momentâneas dos problemas pode terminar em consequências desastrosas para o jovem. Bebidas exóticas, drinques coloridos e saborosos podem ser um ótimo chamariz para a minha festa, a sua festa, a nossa festa, tudo sem álcool, divertido, na medida certa e na idade certa.

* Ana Carolina Mariani, aluna do 1o. ano - turma 2014.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Instrumenta vocalia

                 

Por Natália Roim Ferreira

Os sucessivos e infindáveis andares dos atuais shopping centers, vistos do vão principal, remetem a um icônico monumento do mundo antigo, cuja função, implícita para os povos das respectivas épocas, é compartilhada por ambas as construções, os shoppings são o coliseu do século XXI. 

Anúncios como o do Cartão de Crédito X, que associam desmascaradamente a felicidade e a realização pessoal ao consumo, apenas reforçam tal analogia: da mesma maneira que o coliseu desviou as mentes romanas dos assuntos importantes para evitar revoltas durante a política do "pão e circo", os shoppings redirecionam as consciências contemporâneas para o consumo, iludindo os indivíduos ao fazê-los acreditar que são realmente felizes por possuírem bens materiais. Assim, os novos coliseus não impedem somente revoltas, mas revoluções.

No entanto, diferentemente de Roma, onde aqueles que assistiam aos espetáculos não eram escravos como os gladiadores, no coliseu capitalista todos são escravos. 

Se Platão testemunhasse a sociedade contemporânea, a alegoria da caverna seria diferente: a caverna cederia lugar ao shopping, as sombras, às vitrines e as correntes, aos cartões de crédito. 

As pessoas são hoje escravas do consumismo, do capitalismo e do materialismo, incapazes de se libertar e encontrar a verdade, que não se encontra onde a mídia e os meios de comunicação em massa afirmam que está. 

O mal do século, a depressão, decorre da procura inconsciente e continuamente frustrada, da qual muitos já desistiram, pela verdadeira felicidade, aquela presente do lado de fora da "caverna".

Impor aos indivíduos um rígido regime de condicionamento mental para que acreditem que "o melhor que o mundo tem a oferecer" pode ser comprado com dinheiro, apenas intensifica a angústia humana e os afasta de tudo aquilo que realmente tem potencial para receber tal título. 

Precisa-se de um homem corajoso como Platão para libertar os escravos do consumismo e transformar os coliseus deste século em ruínas como seu antecessor.

* Natália Roim Ferreira, aluna do 3°ano, turma 2014. Texto baseado na proposta de redação da Fuvest 2013.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quem são os culpados?


Por Bianca Veneziano Demarqui

Ultimamente um tema que tem gerado bastante polêmica é o dos esquemas de corrupção. Muitos brasileiros reclamam de seus representantes, porém fica sempre nisso apenas. Esses políticos várias vezes se "esquecem" de priorizar o bem coletivo em vez do interesse privado.

Mas, acima de tudo, precisamos reconhecer que a corrupção só está aí devido a falta de mobilização da sociedade, pois geralmente nos omitimos e não temos consciência política, além de não cobrarmos os nossos representantes. Isso tudo favorece e fortalece a corrupção em nosso país.

Os brasileiros se esquecem de que nosso trabalho como cidadãos não acaba após o voto na urna. Ele está apenas começando. Posso citar como exemplo o fato de as pessoas ligarem a televisão apenas para assistir a novelas e a programas decadentes. Depois, quando se encontram com colegas, o único assunto que resta é esse.

Enquanto isso, nossos políticos estão “fazendo a festa” com o dinheiro público, do jeito que bem entendem, usufruindo o nosso suado dinheiro.

Quem pensa que a política do pão e circo era uma prática comum apenas no Império Romano, há muito tempo, está muito enganado. Como diria Jô Soares: "A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa".

* Bianca Veneziano Demarqui, aluna do 2o. ano, turma 2013.

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Seleção Natural Contemporânea

Letícia Taveira Figueiredo


Darwin, após anos de estudo, criou uma lei que rege e impera até hoje. A premissa de que "só os mais fortes sobrevivem" pode ter vários desdobramentos e remete-se a meritocracia, no caso, só os mais fortes sobrevivem. O sistema meritocrático garante a ascensão nos mais diferentes âmbitos e baseia-se exclusivamente no mérito, ou seja, trata-se de uma seleção que privilegia os mais fortes.

Jessé Souza, em seu texto, defende que a meritocracia é ilusória, alegando que tais privilégios carecem de justiça, visto que o indivíduo se torna responsável tanto por suas vitórias quanto pelo seu fracasso. Tendo como exemplo o Brasil, é de se citar a questão da educação. O ensino deveria ser de qualidade e, assim, garantir a todos, sem exceção, o direito de acesso ao ensino superior. Entretanto, não é o que acontece. O ensino é falho e as vagas das faculdades públicas são ocupadas, em sua maioria, por alunos com condição financeira e que tiveram oportunidade de estudar em escolas privadas. O sistema é meritocrático, mas não favorece aqueles com pouca condição financeira, portanto, possui caráter injusto.

É de se analisar a meritocracia em empresas. Muitas, como a Starbucks no Brasil, estão adotando plano de carreira. O funcionário é contratado para um cargo e pode ser promovido de acordo com seus méritos. É a melhor opção para uma empresa na medida em que aumenta a produtividade e até mesmo a qualidade dos serviços prestados.

Quando se trata da esfera pública, o Brasil possui um sistema arcaico de indicação política para altos cargos que vai totalmente contra a meritocracia, tornando mais difícil uma boa gestão governamental.


Em suma, a meritocracia tem que ser difundida e aplicada para que o progresso seja garantido e, assim, é possível se pensar em um mundo mais justo e menos desigual. A adaptação a esse sistema é essencial visto que a meritocracia está tão presente e pode ser considerada a seleção natural contemporânea.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Aterro ou Enterro?



Por Mariana Mathias Morita 


É certo que a sociedade moderna produz uma volumosa quantidade de lixo. Para ilustrar esta situação, pode-se usar como exemplo a cidade de São Paulo que, em uma semana, produz lixo suficiente para encher o estádio do Maracanã.

Nos últimos tempos, o projeto da construção de um aterro na cidade de Araçatuba vem sendo muito repercutido e merece toda a atenção: os danos que poderão ser ocasionados por este investimento serão imensuráveis.

É fato que a construção do aterro poderia, a princípio, trazer vantagens para o município. Partindo da coleta seletiva, pode-se extrair diversos pontos positivos: materiais que poderiam ser reciclados e reaproveitados; catadores e sucateiros teriam suas rendas ampliadas; empresas de reciclagem e aquelas que utilizam matéria-prima reciclada seriam atraídas para a cidade movimentando a economia e gerando empregos. 

Outro ponto favorável seria a exploração do potencial energético do gás metano (produzido na decomposição da matéria orgânica) que pode favorecer a economia e a preservação do meio ambiente.

Sim, as vantagens iniciais do aterro podem parecer atrativas à primeira vista, mas ao analisar melhor a situação real do projeto em Araçatuba, percebe-se que poderia ser visto como um salto no desenvolvimento da cidade, pode se tornar um pesadelo para quem vive a realidade do município, uma vez que até mesmo vereadores da Câmara Municipal acreditam que, na verdade, o aterro será um lixão, simplesmente enterrando o lixo, sem a preocupação de tratar os resíduos e desrespeitando as leis ambientais.

Imagine, então, o lixão sendo construído numa região onde há a nascente de córregos importantes para a cidade, afetando suas águas, lençóis freáticos, solos altamente produtivos e propriedades de famílias. 

Sem mencionar que Araçatuba já possui um aterro sanitário, que supre suas necessidades, dispensando agora a criação de outro. Qual o real motivo para a prefeitura negociar a vinda de um novo aterro para a cidade?

No futuro, com o aumento da produção de lixo, a criação de um novo aterro pode ser necessária, entretanto, a população deverá lutar para que isto aconteça quando preciso e conforme as leis, sendo um desenvolvimento e não um regresso das conquistas da população araçatubense.


Mariana Mathias Morita é aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

O Futuro e o Fim

A imagem do fotógrafo Kevin Carter 
mostra uma criança sudanesa agonizando. 
O urubu está esperando a hora de se alimentar. 
A foto ganhou o Prêmio Pulitzer. 
O fotógrafo cometeu suicídio.



Por Lucas Caroli Cruz  


As leis da natureza não se alteraram ao longo da história, desde épocas remotas. Sobrevive o mais adaptado aos obstáculos do ambiente e, assim, surgem as noções de presa e predador. O homem não é uma exceção: mesmo nos parâmetros atuais de sobrevivência, é um predador. Não somente de outros seres, mas da própria espécie.

As desigualdades são as provas mais sólidas e claras do predatismo humano. Vale ressaltar que a hegemonia do Homo Sapiens Sapiens é tanto inata como circunstancial. Como exemplo histórico está o imperialismo das civilizações europeias sobre as africanas. Foram demarcados territórios de acordo com interesses econômicos europeus na África, o que demonstra o predatismo circunstancial. Desse fato, decorreram os conflitos tribais, evidências do predatismo engendrado junto à natureza humana.

Porém, nenhuma prova de acúmulo e desigualdade é tão gritante como a questão da fome. Estima-se que 1 bilhão de pessoas sofram com essa injúria. Contudo, estudos indicam que a produção alimentícia atual é suficiente ao suprimento mundial. Logo, muitos desperdiçam, assim como muitos passam fome.

Em conjunto está a supremacia dos humanos no meio ambiente. Impregnados de tecnologia, exploramos sem medir as consequências, com olhos direcionados ao presente e ao acúmulo de riquezas. Um grande exemplo são as usinas nucleares, que representam um risco em potencial à natureza e à vida. Recentemente, Fukushima, no Japão, mostrou-nos, novamente, o perigo dessa forma de energia. Assim, esse predatismo circunstancial atinge não somente as gerações atuais, mas também  as futuras.

Exploramos, criamos, destruímos, enfim, temos o que queremos e buscamos nossos objetivos. Entretanto, a audácia humana é representada pelo predatismo, inato a nossa essência ou circunstancial, sobre a própria e as demais espécies, sem esquecer a natureza. Ameaçando esta, torna-se evidente o predatismo sobre as gerações futuras. Portanto, os humanos são, paradoxalmente, o futuro e o fim da espécie. 

* Lucas Caroli Cruz , aluno do Cursinho - turma 2014.

Pessoas são ‘interesseiras’?




Por Leonardo Passanezi, Mariana Morita, Maria Isabel Braga

As pessoas, na sociedade de hoje, são, sim, interesseiras, pois o que antes era sentimento no relacionamento interpessoal está se tornando uma ganância pelo o que o outro tem ou não para oferecer. 



Isto acontece porque sempre tentamos nos sobressair em relação aos outros e, às vezes, de maneira egoísta, de modo que quando há algo de valor envolvido em uma situação, as pessoas tendem a escolher o lado que as favorece mais. 



Como, por exemplo, quando uma mulher está paquerando dois rapazes e acaba se envolvendo com o de maior poder aquisitivo, ou quando há um divórcio e um tenta se beneficiar mais que o outro. 



Assim, percebemos que quanto mais a sociedade se desenvolve, maior fica o interesse e a ganância.


Leonardo Passanezi, Mariana Morita, Maria Isabel Braga, alunos do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Esse tal de bullying


Por Isabella Salviano Barretto

De uma maneira geral, o bullying está ficando comum. O ato de praticá-lo e o de recebê-lo está sendo cada vez mais comentado no mundo inteiro. Porém, muitas pessoas ainda não sabem o que isso significa. 

Bullying é fazer ou ter atitudes agressivas, intencionais e repetidas, causando dor, angústia e até problemas psicológicos em alguém, a vítima.



Quando comentamos algo sobre bullying, as pessoas geralmente pensam em atos agressivos, como lutas ou outras situações com muito mais impacto. A verdade é que ele é encontrado em algumas atitudes simples que, infelizmente, fazem parte do nosso dia a dia, como colocar apelidos, ofender, zoar, sacanear, humilhar, fazer sofrer (não necessariamente sofrer fisicamente), discriminar, excluir, isolar, ignorar, perseguir, aterrorizar, amedrontar, tiranizar e dominar.



A grande pergunta é: Por que fazer isso com as pessoas? A verdade é que não é certo, e nunca será. O motivo vem de cada um, mas é possível ter algumas hipóteses.



Uma pessoa pode praticar bullying com outras para tentar se encaixar em um determinado grupo onde normalmente não seria aceito. Ou para tentar se mostrar superior aos outros. Pode ser caso de vingança, já que pode ter sido vítima uma vez. Ou até um simples caso de desavença.



 Solucionar um problema desses não é tão simples, mas também não é tão complicado. Primeiro de tudo, é preciso ter respeito, pois cada ato de bullying é um desrespeito. É preciso pensar nos outros. Se antes de praticar o bullying a pessoa se colocasse no lugar da vítima, com certeza muitos desses atos não se concretizariam. E por último, deve-se pensar no que realmente se está fazendo: provavelmente acabando com um dia, uma semana, um mês, um ano e até com a vida de alguém.



 O bullying está cada vez mais comum, mas é dever de cada um acabar com ele.


*Isabella Salviano Barretto, aluna do 2o. ano - turma 2014.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Manipulação em massa


Por Juliana Zolin de Almeida Lopes 

O avanço tecnológico facilitou muito o acesso às informações. Milhares de pessoas podem se inteirar das atualidades do mundo por meio de vários veículos de comunicação.

Porém, em tudo sempre há vários modos de abordagens e cada um defende seus interesses, ou de determinados grupos. Raramente as notícias são veiculadas pela mídia de maneira isenta de qualquer interesse ou pressão. 

Elas, muitas vezes, vêm mastigadas. Exemplo disso é o que acontece em épocas de eleições quando são divulgadas notícias tendenciosas favorecendo ou denegrindo a imagem de candidatos ou partidos, em prol de interesses, muitas vezes, escusos, influenciando grande quantidade de eleitores a deixarem de lado suas reais convicções políticas para adotarem o chamado ''voto útil''.

A manipulação da mídia ao publicar manchetes e noticiários em TVs, rádios, jornais, internet, influencia pessoas a terem certas visões sobre o mundo que nem sempre são reais ou verdadeiras. E a população engole o modo como as notícias são divulgadas como se fossem marionetes.

Tal controle exercido pela mídia não seria possível se as pessoas tivessem um olhar crítico sobre a imprensa, decifrando as entrelinhas. 

* Juliana Zolin de Almeida Lopes, aluna do 3o. ano - turma 2014. 

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Diversão Perigosa


Por Ana Carolina Mariani 

A procura do sucesso na adolescência atualmente é acompanhada das inseguranças, cobranças e a busca da popularidade em todas as classes sociais. As festas para menores de 18 anos estão acontecendo frequentemente e a liberação do consumo de bebida alcoólica está cada vez mais presente e isso acontece com a anuência dos pais ou responsáveis, mesmo tendo conhecimento que é ilícito.

No decorrer da festa, os jovens abusam do álcool numa falsa esperança de serem aceitos, de a timidez se tornar espontaneidade, de numa dança atrair olhares e até mesmo de uma conquista. Em uma festa, que deveria ser uma diversão saudável, quase sempre o que se vê são meninas passando mal, tornando-se alvo de piadas e comentários maldosos. E meninos discutindo, até mesmo brigando, perdendo completamente o bom senso.

Experimentar, de maneira precoce, caminhos para soluções momentâneas dos problemas pode terminar em consequências desastrosas para o jovem. Bebidas exóticas, drinques coloridos e saborosos podem ser um ótimo chamariz para a minha festa, a sua festa, a nossa festa, tudo sem álcool, divertido, na medida certa e na idade certa.

* Ana Carolina Mariani, aluna do 1o. ano - turma 2014.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Instrumenta vocalia

                 

Por Natália Roim Ferreira

Os sucessivos e infindáveis andares dos atuais shopping centers, vistos do vão principal, remetem a um icônico monumento do mundo antigo, cuja função, implícita para os povos das respectivas épocas, é compartilhada por ambas as construções, os shoppings são o coliseu do século XXI. 

Anúncios como o do Cartão de Crédito X, que associam desmascaradamente a felicidade e a realização pessoal ao consumo, apenas reforçam tal analogia: da mesma maneira que o coliseu desviou as mentes romanas dos assuntos importantes para evitar revoltas durante a política do "pão e circo", os shoppings redirecionam as consciências contemporâneas para o consumo, iludindo os indivíduos ao fazê-los acreditar que são realmente felizes por possuírem bens materiais. Assim, os novos coliseus não impedem somente revoltas, mas revoluções.

No entanto, diferentemente de Roma, onde aqueles que assistiam aos espetáculos não eram escravos como os gladiadores, no coliseu capitalista todos são escravos. 

Se Platão testemunhasse a sociedade contemporânea, a alegoria da caverna seria diferente: a caverna cederia lugar ao shopping, as sombras, às vitrines e as correntes, aos cartões de crédito. 

As pessoas são hoje escravas do consumismo, do capitalismo e do materialismo, incapazes de se libertar e encontrar a verdade, que não se encontra onde a mídia e os meios de comunicação em massa afirmam que está. 

O mal do século, a depressão, decorre da procura inconsciente e continuamente frustrada, da qual muitos já desistiram, pela verdadeira felicidade, aquela presente do lado de fora da "caverna".

Impor aos indivíduos um rígido regime de condicionamento mental para que acreditem que "o melhor que o mundo tem a oferecer" pode ser comprado com dinheiro, apenas intensifica a angústia humana e os afasta de tudo aquilo que realmente tem potencial para receber tal título. 

Precisa-se de um homem corajoso como Platão para libertar os escravos do consumismo e transformar os coliseus deste século em ruínas como seu antecessor.

* Natália Roim Ferreira, aluna do 3°ano, turma 2014. Texto baseado na proposta de redação da Fuvest 2013.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quem são os culpados?


Por Bianca Veneziano Demarqui

Ultimamente um tema que tem gerado bastante polêmica é o dos esquemas de corrupção. Muitos brasileiros reclamam de seus representantes, porém fica sempre nisso apenas. Esses políticos várias vezes se "esquecem" de priorizar o bem coletivo em vez do interesse privado.

Mas, acima de tudo, precisamos reconhecer que a corrupção só está aí devido a falta de mobilização da sociedade, pois geralmente nos omitimos e não temos consciência política, além de não cobrarmos os nossos representantes. Isso tudo favorece e fortalece a corrupção em nosso país.

Os brasileiros se esquecem de que nosso trabalho como cidadãos não acaba após o voto na urna. Ele está apenas começando. Posso citar como exemplo o fato de as pessoas ligarem a televisão apenas para assistir a novelas e a programas decadentes. Depois, quando se encontram com colegas, o único assunto que resta é esse.

Enquanto isso, nossos políticos estão “fazendo a festa” com o dinheiro público, do jeito que bem entendem, usufruindo o nosso suado dinheiro.

Quem pensa que a política do pão e circo era uma prática comum apenas no Império Romano, há muito tempo, está muito enganado. Como diria Jô Soares: "A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa".

* Bianca Veneziano Demarqui, aluna do 2o. ano, turma 2013.