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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Faixa de Gaza: ISRAEL X PALESTINA

Fernanda Kimie, Mylene Hisano, Giovanna Scarpin 


A Faixa de Gaza estava sendo o território alvo de constantes conflitos gerados entre Israel e Palestina. As disputas começaram em junho de 2014 com o desaparecimento de três jovens israelenses na Cisjordânia. Os corpos foram encontrados baleados. No dia seguinte do enterro, um jovem palestino foi sequestrado e encontrado morto em Jerusalém Oriental. Atualmente os dois estados permanecem em trégua. 

O número de mortos na Faixa de Gaza já supera 2 mil e a maioria é composta por civis. Ela é localizada na Palestina, entre Israel e Egito, na beira do Mar Mediterrâneo e abrange uma área de 365 km². É uma das regiões mais populosas do planeta, com cerca de 1,7 milhão de pessoas, possui baixo desenvolvimento e pouca infraestrutura 

"Um dos principais motivos que ocasionou o início dessa guerra é de longa data, uma vez que os palestinos não aceitaram a criação do Estado de Israel em 1947, após a 2ª Guerra Mundial. Houveram tréguas de pouca duração, mas o que realmente falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura é a tolerância", afirma o professor de História do Anglo, Ricardo José Tannus.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pintando o sete


Por Ana Laura Quirino de Lima

Um dia desses descobri que existe um mistério, o qual não sei se os sete sábios da Grécia saberiam desvendar. Um mistério que supera os sete pecados capitais e as sete virtudes cardinais.

Jesus, ao proferir sua última frase na cruz, “pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (frase simples de sete palavras), não imaginaria solução para tal enigma. Talvez nem Deus, nos sete dias em que criou o mundo, fosse capaz de explicar as circunstâncias de sua criação.

Nenhuma das sete maravilhas alcança sua grandiosidade, nenhum dos sete manifestos da arte é tão perfeito quanto ele, nenhum dos sete astros sagrados é tão sagrado quanto ele. 

As sete virtudes humanas, por serem humanas, não são tão virtuosas quanto ele. As sete notas musicais não cantam sua solução, as sete trombetas do apocalipse não soam sua resposta. É um bicho de sete cabeças. 

Nem a física, com seus prismas que refratam sete cores, calcula as causas de tal fenômeno. É um segredo guardado a sete chaves. Seus efeitos já cruzaram os sete mares e nem lobisomens, caçulas com sete irmãs mais velhas, são mágicos como ele.

Um gato, em suas sete vidas, não consegue nos mostrá-lo. Quantos espelhos já quebramos, se nossos sete anos de azar não terminam?

Entre os sete bilhões de habitantes da Terra ou entre os que habitam o mundo mágico (onde sete anões dão abrigo a uma princesinha e sete irmãos perdidos na floresta acabam na casa de um gigante), ou mesmo em meio aos enterrados a sete palmos da superfície, há alguém que, trabalhando sete dias por semana, seja capaz de me dizer por que e por quem o número sete, número primo, ímpar, ilustre e sagrado, foi nomeado possuidor de tanto simbolismo e prestígio?

* Ana Laura Quirino de Lima, aluna do 1o. ano, turma de 2013.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Dos esquecimentos que me lembrei de contar




Por Gabriel R. de O. Curi 

Sinceramente eu me surpreendo muito com o comportamento da minha memória. Hoje mesmo me deparei com uma situação interessante: estava eu procurando com não muita paciência – compreensível, eu considero – um documento importante, que me fará ainda muita falta, quando meu irmão me chamou.

Antes de continuar, entrarei em alguns detalhes sobre o meu documento. O papel em questão é meu histórico escolar, que vi há pouco tempo em meio às minhas coisas. Sim. O vi. Mas é claro que não dei muita importância a ele e guardei-o – devidamente arquivado e etiquetado, é claro.

Meu irmão me chamou porque estava confuso com a interpretação de um texto – que eu havia lido alguns anos antes – e pediu minha ajuda. Me lembrei perfeitamente da crônica, que dava uma breve explicação sobre metonímia, e sanei suas dúvidas.

Mas e o meu documento? É claro que não apareceu. Leio autores de anos atrás – e não é que eu ainda sei o que é metonímia? – e me lembro de todas as frases, mas me esqueço em qual pilha de papéis arquivei, na semana passada, meu histórico escolar. 

Eu leria um artigo sobre esses assuntos da memória se eu conseguisse me lembrar se o vi em algum site da internet, em um jornal ou em alguma revista perdida aqui em casa.

* Gabriel Curi, aluno do 2o. ano, turma de 2013.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quem são os culpados?


Por Bianca Veneziano Demarqui

Ultimamente um tema que tem gerado bastante polêmica é o dos esquemas de corrupção. Muitos brasileiros reclamam de seus representantes, porém fica sempre nisso apenas. Esses políticos várias vezes se "esquecem" de priorizar o bem coletivo em vez do interesse privado.

Mas, acima de tudo, precisamos reconhecer que a corrupção só está aí devido a falta de mobilização da sociedade, pois geralmente nos omitimos e não temos consciência política, além de não cobrarmos os nossos representantes. Isso tudo favorece e fortalece a corrupção em nosso país.

Os brasileiros se esquecem de que nosso trabalho como cidadãos não acaba após o voto na urna. Ele está apenas começando. Posso citar como exemplo o fato de as pessoas ligarem a televisão apenas para assistir a novelas e a programas decadentes. Depois, quando se encontram com colegas, o único assunto que resta é esse.

Enquanto isso, nossos políticos estão “fazendo a festa” com o dinheiro público, do jeito que bem entendem, usufruindo o nosso suado dinheiro.

Quem pensa que a política do pão e circo era uma prática comum apenas no Império Romano, há muito tempo, está muito enganado. Como diria Jô Soares: "A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa".

* Bianca Veneziano Demarqui, aluna do 2o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fazendo Meu Filme


Por Thaís Kimura


O livro “Fazendo Meu Filme - A Estreia de Fani” é o primeiro da coleção escrita por Paula Pimenta. Diferente dos famosos livros americanos, Fazendo Meu Filme não conta somente a história de amor entre duas pessoas, mas a rotina de Estefânia, uma adolescente que narra sua própria história envolvendo: discussões com sua mãe e suas amigas, paixões platônicas, relatos de suas idas às festas, desabafos com os amigos, o que a torna uma adolescente comum, mas engraçada.

Já foram vendidos mais de cem mil livros, mas qual a razão para tanto sucesso? As viagens que Fani fez, como o intercâmbio, a coincidência de ter amigos como os dela e, principalmente, a identificação com a personagem principal, já que muitas adolescentes passam pelos mesmos problemas que Estefânia já enfrentou. O livro Fazendo Meu Filme - A Estreia de Fani tem um “toque” brasileiro, mas não deixa de ser muito desejado pelos jovens. Para quem quiser dar boas risadas e se apaixonar, esse é o livro certo.


* Thaís Kimura, aluna do 1o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Futebol americano em Araçatuba


Por Rafael Neri Ferreira

Este esporte é conhecido no mundo todo. É a paixão dos norte-americanos. Uma final de campeonato movimenta milhões de pessoas e de dólares. Estamos tratando do futebol americano. E Araçatuba tem um time dessa modalidade, são os “Touros”.

O técnico Juan Carlos Aranda concedeu esta entrevista para explicar porque esse esporte está crescendo na cidade e região.

Leão Gordo: Qual é a principal característica do futebol americano?
Juan Carlos: São três coisas: disciplina, irmandade, perseverança.

LG: O esporte está crescendo no Brasil?
Juan Carlos: Está crescendo tanto que temos 43 times de primeiro nível nas competições nacionais e outros 22 times na segunda divisão.

LG: O que você diria para uma pessoa que acha que futebol americano é só bater e apanhar?
Juan Carlos: É verdade que a mídia só mostra uma parte do esporte, mas o essencial do jogo  é tentar conseguir ganhar terreno contrário a partir de estratégias. Se torna, então, um jogo de xadrez com contato físico. Mas de nada serve o contato se não conseguimos anotar os pontos para ganhar o jogo.

LG: Quais tipos de pessoas podem praticar o futebol americano?
Juan Carlos: Todo tipo de pessoa pode praticar  porque tem opção para todo tipo de porte físico, pode ser magro, gordo, alto, baixo. Não importa a condição física, tudo ajuda na prática deste jogo.

LG: Qual é a meta social do futebol americano?
Juan Carlos: Considerando seu espírito de irmandade, ele aponta para uma sociedade mais justa onde, para crescer profissionalmente, precisamos de todos, ricos, pobres, todos.

LG: Qual é a meta esportiva do futebol americano?
Juan Carlos: Conhecendo este esporte, o praticante vai conseguir  superar a si mesmo em qualquer obstáculo. Ensinamos a não desistir nunca e batalhar até o final, sem perder a fé, a concentração e, o mais importante, sem perder o respeito.



* Rafael Neri Ferreira, aluno do 2o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Uma história eletrizante


Por Julia Tozzi Marçal Villela

Baseado em uma história real finalmente divulgada. Do diretor vencedor do Oscar, Ben Affleck. Com a participação dos vencedores do Emmy, Bryan Aranston e John Goodman, e com a grande participação de Alan Arkin.

No dia 4 de novembro de 1979 ocorreu a invasão iraniana na Embaixada dos Estados Unidos, fazendo mais de 400 americanos reféns. Mas seis americanos escaparam a tempo, refugiando-se na casa do embaixador canadense.

Um agente da CIA, interpretado por Ben Affleck, teve uma brilhante ideia para poder tirá-los de Teerã e trazê-los de volta para casa.

O filme retrata um dos momentos mais eletrizantes para a história dos Estados Unidos, pois quando a revolução islâmica estava "pegando fogo", os americanos deram abrigo ao ex-chefe de estado Xá Reza Pahlevi, que estava morrendo de câncer. Isso deixou os iranianos enfurecidos e eles acabaram tornando-se os inimigos Número 1 dos iranianos.

O filme é bem americano, como de costume, sempre retratando aquele povo como heróis do mundo. Só que dessa vez os grandes heróis foram os canadenses.

* Julia Tozzi Marçal Villela, aluna do 2o.ano, turma de 2013.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Rock in Rio Mundo


Por Heitor de Sousa Pantarotto

Quando falamos em “Rock in Rio” pensamos em um evento com várias bandas de rock que tocam para um público gigantesco que pode chegar a mais de 100 mil pessoas por dia em um lugar chamado “Cidade do Rock” situado na cidade do Rio de Janeiro. É um evento conhecido no mundo todo, pois várias bandas e artistas consagrados passaram por lá, por exemplo Iron Maiden, AC/DC, Titãs, Ivan Lins, Queen, entre muitas outros.

Após as duas primeiras edições, em 2001, na terceira edição, não teve apenas bandas do rock. Vieram as músicas eletrônicas e outras típicas de outros países, assim explicando a legenda do evento: " Por um mundo melhor". Com isso o evento se mundializou e não foi realizado no Rio por 10 anos.

Nesse período sem “Rock in Rio” no Brasil, o evento ocorreu em Lisboa/Portugal (2004, 2006, 2008, 2010) e em Madri/Espanha (2008, 2010). Porém o nome nunca alterou. Em 2014 haverá uma edição em Buenos Aires/Argentina. Com a união dos estilos musicais, os organizadores do evento receberam vários comentários, negativos de uns, elogiosos de outros. Elogios pela união do pop, rap e outros estilos. E as broncas foram justamente por isso também, pela junção de estilos diversos. Essa confusão continua até hoje.

O “Rock in Rio” mudou muito desde sua primeira edição. Mas não se deve arrumar confusão por causa dessa globalização. Que o “Rock in Rio” 2013 seja de muita paz e alegria.

* Heitor de Sousa Pantarotto, aluno do 1o. ano, turma de 2013.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inflação? Só rindo...

Os brasileiros voltaram a conviver com a inflação, o aumento de preço dos produtos com queda do poder aquisitivo da população. 

O primeiro sinal veio com a elevação do preço do tomate, que chegou a custar quase 10 reais o quilo. Claro que o fato virou motivo para piadas e charges.

Veja nas imagens como alguns alunos do Anglo se manifestaram sobre este tema:


Autoria: Yasmin Thieny Livramento Rocha - 1o. ano 2013





Autoria: Natália Roim Ferreira - 2o. ano 2013





Autoria: Miriam Emi Makinodan Shirozaki - 2o. ano 2013



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Assistencialismo?

Por Paulo Pupo

No início do mês a TV Cultura, em seu noticiário noturno, expôs uma reportagem sobre o 'Bolsa Família', que chegava aos dez anos de existência e “entrava na segunda geração”. Logo em seguida desenvolveu-se um microdebate entre os comentaristas convidados, Ayrton Soares e Marco Antônio Villa, um a favor e outro contra. Achei que os argumentos apresentados refletiam uma controvérsia de âmbito nacional e eu, como talvez grande parte dos telespectadores, me senti tentado a opinar sobre o assunto, sem, entretanto, chegar a interagir com o noticiário via internet, como vários outros faziam.


Mas essa tentação ganhou força depois que vi, numa página do Facebook chamada “A Roça”, a foto de uma enxada golpeando a terra sob a qual se lia a seguinte frase: “Esse era o bolsa família de 40 anos atrás”. A foto, que inclusive compartilhei no meu próprio mural, trazia consigo dezenas de comentários, e os argumentos expostos eram mais ou menos os mesmos que eu havia visto na televisão, tanto favoráveis quanto contrários: que cria assistencialismo, que gera dependência, que acomoda, que petrifica a miséria ao invés de reduzi-la; ou então que distribui renda, que tira as crianças das ruas, que incentiva a educação na medida em que estimula as famílias a mandarem seus filhos à escola, afastando-os das drogas, da criminalidade, da violência...



E esse último tipo de argumento favorável, bastante frequente, aliás, é o que eu considero mais danoso nisso tudo. Não adianta estar na escola e ter frequência, escola não é reformatório; o que deveria ser um centro de educação e aperfeiçoamento intelectual torna-se meramente um artifício para aquisição de algum benefício imediato, material e palpável; como se a finalidade do saber fosse fundamentalmente a remuneração; como se o saber exigisse comprometimento com qualquer coisa que não seja ele próprio enquanto meio de engrandecimento da pessoa humana e, por extensão, da sociedade como um todo. Escola deve ser frequentada por gente que quer instruir-se, como instrumento de evolução e não como alternativa à ociosidade ou à criminalidade. Nesse caso, melhor seria atrelar o recebimento do 'benefício' ao cometimento de qualquer infração ou crime por parte de algum membro da família do beneficiário, incluindo ele próprio, que produzisse cancelamento imediato do mesmo caso tal coisa viesse a ocorrer.



Além do mais, aos que consideram que 'estar na escola pelo menos ajuda', penso ser evidente que os mecanismos de avaliação de rendimento são manipulados ou errôneos. Basta observar o que se passa pelo país. Estagnação da produtividade, aumento do consumo de drogas, da violência, da criminalidade, da violência da criminalidade... E isso partindo de jovens cada vez mais jovens... Tais coisas acontecendo, enquanto se discute inutilmente a questão da maioridade penal, são, a meu ver, um indicador de que nada do que está sendo feito pela educação está surtindo efeito.



E se o Bolsa Família já está entrando na segunda geração, essa constatação, por si só, já pode ser considerada como indício de que o programa é falho, ineficiente, no mínimo inútil. Pode até tirar o indivíduo da pobreza, mas não tira a pobreza do indivíduo. E acho até que é por isso que somos um povo pobre. Associamos riqueza a dinheiro, não a trabalho. O que provavelmente nos fará ruminar nossa pobreza por várias e várias gerações, ainda. O que nos fará continuar acreditando que pobreza se resolve somente com dinheiro.


* Paulo Pupo, professor de História
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Faixa de Gaza: ISRAEL X PALESTINA

Fernanda Kimie, Mylene Hisano, Giovanna Scarpin 


A Faixa de Gaza estava sendo o território alvo de constantes conflitos gerados entre Israel e Palestina. As disputas começaram em junho de 2014 com o desaparecimento de três jovens israelenses na Cisjordânia. Os corpos foram encontrados baleados. No dia seguinte do enterro, um jovem palestino foi sequestrado e encontrado morto em Jerusalém Oriental. Atualmente os dois estados permanecem em trégua. 

O número de mortos na Faixa de Gaza já supera 2 mil e a maioria é composta por civis. Ela é localizada na Palestina, entre Israel e Egito, na beira do Mar Mediterrâneo e abrange uma área de 365 km². É uma das regiões mais populosas do planeta, com cerca de 1,7 milhão de pessoas, possui baixo desenvolvimento e pouca infraestrutura 

"Um dos principais motivos que ocasionou o início dessa guerra é de longa data, uma vez que os palestinos não aceitaram a criação do Estado de Israel em 1947, após a 2ª Guerra Mundial. Houveram tréguas de pouca duração, mas o que realmente falta para que haja uma oportunidade de paz duradoura é a tolerância", afirma o professor de História do Anglo, Ricardo José Tannus.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sociedade do Consumo

Gabriela Leão



A supervalorização dos bens materiais como definição e etiquetação do ser humano está extinguindo periodicamente o conhecimento individual de si mesmo. 

O homem, antes definido como ser pensante, hoje é taxado como ser possuidor - ou pelo poder de possuir-; e, nem mesmo individualmente, o homem consegue autoidentificar-se longe dos bens materiais que possui (ou que o possuem). 


O caráter ideal foi substituído pela compra ideal, e quem quiser justificá-lo haverá de se render à hipocrisia indômita, uma vez que o consumo é tido como universal. 


O bucolismo foi substituído pelo futurismo niilista. A leitura pelos tão avançados eletrônicos. O necessário pelo exagero. O transcendente pelo material. A dignidade rendida à dividas consequentes de uma busca sem fundamento por status. Por fim, o ser torna-se ter. 

Em uma realidade onde a ciência é reinante, o homem moderno - em contradição -, torna-se vassalo do consumo e rende-se ao consumismo. 

A metafísica platônica, que coloca rente o verdadeiro ao aparente, se esvai na medida em que homens se agarram ao materialismo. 


O Eros perde o sentido, extinguindo o amor ao conhecimento, substituindo-o pelo amor ao que se tem. O homem, portanto, é taxado e etiquetado de acordo com os bens sob domínio próprio. 


Desde a infância até a idade adulta, a aceitação de um indivíduo por um grupo social é comprada por status - por renda familiar, vestimenta, nome. Basta perceber que, até mesmo os pontífices de autoridade pura, que regem fés universais, corromperam-se ao sistema; desde os Daris do Japão até os bispos de Roma, fundados na miséria do povo. 


Em meio a tantas contradições e condenações, a solução para o consumo exacerbado não se encontra na extinção deste, mas no controle. 

A saúde social de um povo corre junto com a saúde cultural do mesmo. É preciso recuperar o instinto questionador, há muito distante da formação social na atualidade. 


O comodismo precisa ser extinguido conjuntamente. E juntos, os homens persistirão na quebra do regresso. Entrementes, rejeitar o capitalismo por completo certamente não é a solução; não se deve cometer o mesmo erro dos soviéticos. 


A virtude precisa encontrar a moderação, para que não se converta em vício. Uma vez iniciado o processo, não poderá ser interrompido. E, mesmo que vagarosamente, caminharemos para um futuro melhor, em prol de uma sociedade saudável, com indivíduos melhores. 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

O Capitalismo não é Maquiavélico



Por Daniela Tamiya 

O mundo vive numa era na qual o ter é, obviamente, o sinônimo de ser. 

Aqueles que duvidarem e passarem a viver sem o consumo, acabarão excluídos de tudo, incluindo de sua própria existência. Portanto, hoje não é mais uma escolha viver sem comprar. 

Todos os shoppings, para que essa necessidade de ter torne-se um desejo, têm semblante claro, alegre e arejado que dão a entender que aquele é um lugar feliz, acessível e confortável. Entretanto, o capitalismo não leu Maquiavel e contentou-se com um trecho mal interpretado que diz: "É mais benéfico aparentar ter boas qualidades do que tê-las realmente".

Seguindo com o mesmo pensamento, o nosso grandioso imperador, o capitalismo, sabe muito bem que os homens são, na maioria das vezes, gananciosos, o que torna muito mais fácil a manipulação. 

Dizendo que comprando se terá “o que se precisa e se quer”, “o que não se precisa, mas se quer” e até mesmo “aquilo que nem se precisa e nem se quer”, o capitalismo está, na verdade, puxando todos os homens para uma realidade na qual "o melhor que o mundo tem a oferecer" converte-se em mercadorias, trazendo a felicidade ilusória dos indivíduos através de bens de consumo.

Agregando essa mentalidade corrompida a um cartão de crédito, a humanidade acaba se tornando altamente superficial, observando apenas o "ter" do outro, apenas o cartão do outro. 

Diante desses fatos, uma nova pirâmide social surgiu, dividindo as classes em aqueles do cartão platinum, os do cartão gold e os do cartão silver. Mas, a grande diferença entre essa classificação e as demais é que, dessa vez, não existem choques entre ideias, como era entre os nobres e os burgueses. Afinal hoje, todos querem ter, possuir e comprar, mas esses materiais estão disponíveis em grandes quantidades no mercado, o que permite a todos que os comprem.

Talvez, se não houver mais nenhuma luta entre essas classes e se todos focarem apenas no consumir o que o próprio cartão lhes permite, sendo assim alienadamente felizes, esse império dure cada vez mais e o capitalismo permaneça no poder, sugando todo o dinheiro (fonte de prazer) dos indivíduos e manipulando-os a sua vontade e capricho, até que naturalmente venha seu declínio como qualquer outro império até hoje, ou até que, finalmente, alguma contradição colida com seu modo de pensar e traga uma mudança de sistemas, como insinua Marx com a dialética.

Até esse fim, porém, estaremos fadados a uma era superficial, consumista, de mente fechada e de carteiras abertas na qual a nossa felicidade é medida em dinheiro e nosso imperador não é nem um pouco maquiavélico, em seu sentido literal da palavra.

Daniela Tamiya é aluna do 3o. ano - turma 2014.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pintando o sete


Por Ana Laura Quirino de Lima

Um dia desses descobri que existe um mistério, o qual não sei se os sete sábios da Grécia saberiam desvendar. Um mistério que supera os sete pecados capitais e as sete virtudes cardinais.

Jesus, ao proferir sua última frase na cruz, “pai, em tuas mãos entrego meu espírito” (frase simples de sete palavras), não imaginaria solução para tal enigma. Talvez nem Deus, nos sete dias em que criou o mundo, fosse capaz de explicar as circunstâncias de sua criação.

Nenhuma das sete maravilhas alcança sua grandiosidade, nenhum dos sete manifestos da arte é tão perfeito quanto ele, nenhum dos sete astros sagrados é tão sagrado quanto ele. 

As sete virtudes humanas, por serem humanas, não são tão virtuosas quanto ele. As sete notas musicais não cantam sua solução, as sete trombetas do apocalipse não soam sua resposta. É um bicho de sete cabeças. 

Nem a física, com seus prismas que refratam sete cores, calcula as causas de tal fenômeno. É um segredo guardado a sete chaves. Seus efeitos já cruzaram os sete mares e nem lobisomens, caçulas com sete irmãs mais velhas, são mágicos como ele.

Um gato, em suas sete vidas, não consegue nos mostrá-lo. Quantos espelhos já quebramos, se nossos sete anos de azar não terminam?

Entre os sete bilhões de habitantes da Terra ou entre os que habitam o mundo mágico (onde sete anões dão abrigo a uma princesinha e sete irmãos perdidos na floresta acabam na casa de um gigante), ou mesmo em meio aos enterrados a sete palmos da superfície, há alguém que, trabalhando sete dias por semana, seja capaz de me dizer por que e por quem o número sete, número primo, ímpar, ilustre e sagrado, foi nomeado possuidor de tanto simbolismo e prestígio?

* Ana Laura Quirino de Lima, aluna do 1o. ano, turma de 2013.


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Dos esquecimentos que me lembrei de contar




Por Gabriel R. de O. Curi 

Sinceramente eu me surpreendo muito com o comportamento da minha memória. Hoje mesmo me deparei com uma situação interessante: estava eu procurando com não muita paciência – compreensível, eu considero – um documento importante, que me fará ainda muita falta, quando meu irmão me chamou.

Antes de continuar, entrarei em alguns detalhes sobre o meu documento. O papel em questão é meu histórico escolar, que vi há pouco tempo em meio às minhas coisas. Sim. O vi. Mas é claro que não dei muita importância a ele e guardei-o – devidamente arquivado e etiquetado, é claro.

Meu irmão me chamou porque estava confuso com a interpretação de um texto – que eu havia lido alguns anos antes – e pediu minha ajuda. Me lembrei perfeitamente da crônica, que dava uma breve explicação sobre metonímia, e sanei suas dúvidas.

Mas e o meu documento? É claro que não apareceu. Leio autores de anos atrás – e não é que eu ainda sei o que é metonímia? – e me lembro de todas as frases, mas me esqueço em qual pilha de papéis arquivei, na semana passada, meu histórico escolar. 

Eu leria um artigo sobre esses assuntos da memória se eu conseguisse me lembrar se o vi em algum site da internet, em um jornal ou em alguma revista perdida aqui em casa.

* Gabriel Curi, aluno do 2o. ano, turma de 2013.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Quem são os culpados?


Por Bianca Veneziano Demarqui

Ultimamente um tema que tem gerado bastante polêmica é o dos esquemas de corrupção. Muitos brasileiros reclamam de seus representantes, porém fica sempre nisso apenas. Esses políticos várias vezes se "esquecem" de priorizar o bem coletivo em vez do interesse privado.

Mas, acima de tudo, precisamos reconhecer que a corrupção só está aí devido a falta de mobilização da sociedade, pois geralmente nos omitimos e não temos consciência política, além de não cobrarmos os nossos representantes. Isso tudo favorece e fortalece a corrupção em nosso país.

Os brasileiros se esquecem de que nosso trabalho como cidadãos não acaba após o voto na urna. Ele está apenas começando. Posso citar como exemplo o fato de as pessoas ligarem a televisão apenas para assistir a novelas e a programas decadentes. Depois, quando se encontram com colegas, o único assunto que resta é esse.

Enquanto isso, nossos políticos estão “fazendo a festa” com o dinheiro público, do jeito que bem entendem, usufruindo o nosso suado dinheiro.

Quem pensa que a política do pão e circo era uma prática comum apenas no Império Romano, há muito tempo, está muito enganado. Como diria Jô Soares: "A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa".

* Bianca Veneziano Demarqui, aluna do 2o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Fazendo Meu Filme


Por Thaís Kimura


O livro “Fazendo Meu Filme - A Estreia de Fani” é o primeiro da coleção escrita por Paula Pimenta. Diferente dos famosos livros americanos, Fazendo Meu Filme não conta somente a história de amor entre duas pessoas, mas a rotina de Estefânia, uma adolescente que narra sua própria história envolvendo: discussões com sua mãe e suas amigas, paixões platônicas, relatos de suas idas às festas, desabafos com os amigos, o que a torna uma adolescente comum, mas engraçada.

Já foram vendidos mais de cem mil livros, mas qual a razão para tanto sucesso? As viagens que Fani fez, como o intercâmbio, a coincidência de ter amigos como os dela e, principalmente, a identificação com a personagem principal, já que muitas adolescentes passam pelos mesmos problemas que Estefânia já enfrentou. O livro Fazendo Meu Filme - A Estreia de Fani tem um “toque” brasileiro, mas não deixa de ser muito desejado pelos jovens. Para quem quiser dar boas risadas e se apaixonar, esse é o livro certo.


* Thaís Kimura, aluna do 1o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Futebol americano em Araçatuba


Por Rafael Neri Ferreira

Este esporte é conhecido no mundo todo. É a paixão dos norte-americanos. Uma final de campeonato movimenta milhões de pessoas e de dólares. Estamos tratando do futebol americano. E Araçatuba tem um time dessa modalidade, são os “Touros”.

O técnico Juan Carlos Aranda concedeu esta entrevista para explicar porque esse esporte está crescendo na cidade e região.

Leão Gordo: Qual é a principal característica do futebol americano?
Juan Carlos: São três coisas: disciplina, irmandade, perseverança.

LG: O esporte está crescendo no Brasil?
Juan Carlos: Está crescendo tanto que temos 43 times de primeiro nível nas competições nacionais e outros 22 times na segunda divisão.

LG: O que você diria para uma pessoa que acha que futebol americano é só bater e apanhar?
Juan Carlos: É verdade que a mídia só mostra uma parte do esporte, mas o essencial do jogo  é tentar conseguir ganhar terreno contrário a partir de estratégias. Se torna, então, um jogo de xadrez com contato físico. Mas de nada serve o contato se não conseguimos anotar os pontos para ganhar o jogo.

LG: Quais tipos de pessoas podem praticar o futebol americano?
Juan Carlos: Todo tipo de pessoa pode praticar  porque tem opção para todo tipo de porte físico, pode ser magro, gordo, alto, baixo. Não importa a condição física, tudo ajuda na prática deste jogo.

LG: Qual é a meta social do futebol americano?
Juan Carlos: Considerando seu espírito de irmandade, ele aponta para uma sociedade mais justa onde, para crescer profissionalmente, precisamos de todos, ricos, pobres, todos.

LG: Qual é a meta esportiva do futebol americano?
Juan Carlos: Conhecendo este esporte, o praticante vai conseguir  superar a si mesmo em qualquer obstáculo. Ensinamos a não desistir nunca e batalhar até o final, sem perder a fé, a concentração e, o mais importante, sem perder o respeito.



* Rafael Neri Ferreira, aluno do 2o. ano, turma 2013.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Uma história eletrizante


Por Julia Tozzi Marçal Villela

Baseado em uma história real finalmente divulgada. Do diretor vencedor do Oscar, Ben Affleck. Com a participação dos vencedores do Emmy, Bryan Aranston e John Goodman, e com a grande participação de Alan Arkin.

No dia 4 de novembro de 1979 ocorreu a invasão iraniana na Embaixada dos Estados Unidos, fazendo mais de 400 americanos reféns. Mas seis americanos escaparam a tempo, refugiando-se na casa do embaixador canadense.

Um agente da CIA, interpretado por Ben Affleck, teve uma brilhante ideia para poder tirá-los de Teerã e trazê-los de volta para casa.

O filme retrata um dos momentos mais eletrizantes para a história dos Estados Unidos, pois quando a revolução islâmica estava "pegando fogo", os americanos deram abrigo ao ex-chefe de estado Xá Reza Pahlevi, que estava morrendo de câncer. Isso deixou os iranianos enfurecidos e eles acabaram tornando-se os inimigos Número 1 dos iranianos.

O filme é bem americano, como de costume, sempre retratando aquele povo como heróis do mundo. Só que dessa vez os grandes heróis foram os canadenses.

* Julia Tozzi Marçal Villela, aluna do 2o.ano, turma de 2013.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Rock in Rio Mundo


Por Heitor de Sousa Pantarotto

Quando falamos em “Rock in Rio” pensamos em um evento com várias bandas de rock que tocam para um público gigantesco que pode chegar a mais de 100 mil pessoas por dia em um lugar chamado “Cidade do Rock” situado na cidade do Rio de Janeiro. É um evento conhecido no mundo todo, pois várias bandas e artistas consagrados passaram por lá, por exemplo Iron Maiden, AC/DC, Titãs, Ivan Lins, Queen, entre muitas outros.

Após as duas primeiras edições, em 2001, na terceira edição, não teve apenas bandas do rock. Vieram as músicas eletrônicas e outras típicas de outros países, assim explicando a legenda do evento: " Por um mundo melhor". Com isso o evento se mundializou e não foi realizado no Rio por 10 anos.

Nesse período sem “Rock in Rio” no Brasil, o evento ocorreu em Lisboa/Portugal (2004, 2006, 2008, 2010) e em Madri/Espanha (2008, 2010). Porém o nome nunca alterou. Em 2014 haverá uma edição em Buenos Aires/Argentina. Com a união dos estilos musicais, os organizadores do evento receberam vários comentários, negativos de uns, elogiosos de outros. Elogios pela união do pop, rap e outros estilos. E as broncas foram justamente por isso também, pela junção de estilos diversos. Essa confusão continua até hoje.

O “Rock in Rio” mudou muito desde sua primeira edição. Mas não se deve arrumar confusão por causa dessa globalização. Que o “Rock in Rio” 2013 seja de muita paz e alegria.

* Heitor de Sousa Pantarotto, aluno do 1o. ano, turma de 2013.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inflação? Só rindo...

Os brasileiros voltaram a conviver com a inflação, o aumento de preço dos produtos com queda do poder aquisitivo da população. 

O primeiro sinal veio com a elevação do preço do tomate, que chegou a custar quase 10 reais o quilo. Claro que o fato virou motivo para piadas e charges.

Veja nas imagens como alguns alunos do Anglo se manifestaram sobre este tema:


Autoria: Yasmin Thieny Livramento Rocha - 1o. ano 2013





Autoria: Natália Roim Ferreira - 2o. ano 2013





Autoria: Miriam Emi Makinodan Shirozaki - 2o. ano 2013



quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Assistencialismo?

Por Paulo Pupo

No início do mês a TV Cultura, em seu noticiário noturno, expôs uma reportagem sobre o 'Bolsa Família', que chegava aos dez anos de existência e “entrava na segunda geração”. Logo em seguida desenvolveu-se um microdebate entre os comentaristas convidados, Ayrton Soares e Marco Antônio Villa, um a favor e outro contra. Achei que os argumentos apresentados refletiam uma controvérsia de âmbito nacional e eu, como talvez grande parte dos telespectadores, me senti tentado a opinar sobre o assunto, sem, entretanto, chegar a interagir com o noticiário via internet, como vários outros faziam.


Mas essa tentação ganhou força depois que vi, numa página do Facebook chamada “A Roça”, a foto de uma enxada golpeando a terra sob a qual se lia a seguinte frase: “Esse era o bolsa família de 40 anos atrás”. A foto, que inclusive compartilhei no meu próprio mural, trazia consigo dezenas de comentários, e os argumentos expostos eram mais ou menos os mesmos que eu havia visto na televisão, tanto favoráveis quanto contrários: que cria assistencialismo, que gera dependência, que acomoda, que petrifica a miséria ao invés de reduzi-la; ou então que distribui renda, que tira as crianças das ruas, que incentiva a educação na medida em que estimula as famílias a mandarem seus filhos à escola, afastando-os das drogas, da criminalidade, da violência...



E esse último tipo de argumento favorável, bastante frequente, aliás, é o que eu considero mais danoso nisso tudo. Não adianta estar na escola e ter frequência, escola não é reformatório; o que deveria ser um centro de educação e aperfeiçoamento intelectual torna-se meramente um artifício para aquisição de algum benefício imediato, material e palpável; como se a finalidade do saber fosse fundamentalmente a remuneração; como se o saber exigisse comprometimento com qualquer coisa que não seja ele próprio enquanto meio de engrandecimento da pessoa humana e, por extensão, da sociedade como um todo. Escola deve ser frequentada por gente que quer instruir-se, como instrumento de evolução e não como alternativa à ociosidade ou à criminalidade. Nesse caso, melhor seria atrelar o recebimento do 'benefício' ao cometimento de qualquer infração ou crime por parte de algum membro da família do beneficiário, incluindo ele próprio, que produzisse cancelamento imediato do mesmo caso tal coisa viesse a ocorrer.



Além do mais, aos que consideram que 'estar na escola pelo menos ajuda', penso ser evidente que os mecanismos de avaliação de rendimento são manipulados ou errôneos. Basta observar o que se passa pelo país. Estagnação da produtividade, aumento do consumo de drogas, da violência, da criminalidade, da violência da criminalidade... E isso partindo de jovens cada vez mais jovens... Tais coisas acontecendo, enquanto se discute inutilmente a questão da maioridade penal, são, a meu ver, um indicador de que nada do que está sendo feito pela educação está surtindo efeito.



E se o Bolsa Família já está entrando na segunda geração, essa constatação, por si só, já pode ser considerada como indício de que o programa é falho, ineficiente, no mínimo inútil. Pode até tirar o indivíduo da pobreza, mas não tira a pobreza do indivíduo. E acho até que é por isso que somos um povo pobre. Associamos riqueza a dinheiro, não a trabalho. O que provavelmente nos fará ruminar nossa pobreza por várias e várias gerações, ainda. O que nos fará continuar acreditando que pobreza se resolve somente com dinheiro.


* Paulo Pupo, professor de História