quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Descriminalização da maconha: Um Caminho Preocupante



Por Ana Carolina Mariani, 3º ano

A descriminalização da maconha no Brasil não é a melhor escolha neste momento, mesmo com o que vem ocorrendo nos outros países como a Holanda  em alguns estados dos EUA.

Se nos países desenvolvidos a descriminalização desta droga já vem trazendo consequências desastrosas, como o aumento perceptível de usuários cada vez mais jovens, imagina o que ela poderá trazer para um país subdesenvolvido como o Brasil, que não possui toda a infraestrutura social, política e econômica necessárias. 

A opção mais correta será a legalização da maconha para fins medicinais apenas, fazendo com que o Brasil se modele como Israel, onde a erva é utilizada apenas para o tratamento de pessoas que sofrem de doenças como o câncer, Parkinson, esclerose múltipla e doença de Crohn. Muitas vezes os pacientes estão em estado terminal e não querem sentir dor e os componentes da maconha fazem com que eles se sintam relaxados.

Além do mais, na utilização para fins medicinais não se estaria usando a droga, psicotrópica e que, portanto, pode causar dependência, acarretar problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e entre outros problemas, mas, sim, o seu princípio ativo, o THC, como afirma o doutor Drauzio Varella.

Portanto, se houvesse a descriminalização da maconha, esta seria a porta de entrada para a descriminalização de outras drogas no Brasil, além de que a nossa sociedade não é consciente o bastante nem quando esta é proibida, imagina se ela fosse liberada, o consumo poderia aumentar em um nível catastrófico como vem ocorrendo nos países que liberaram o uso.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Catarse, desculpa para tanta violência?


Por Bruna Prado

Há uma grande discussão sobre a influência da mídia na formação da consciência, principalmente da violência em meios como a televisão. Porém a televisão reproduz apenas o que seu público, na maioria, prefere assistir, ela não reproduz algo que não é solicitado pela sociedade. Então é a sociedade que gera a própria violência mostrada pela televisão.

Os programas televisivos Brasil Urgente e Cidade Alerta, apresentados respectivamente pelos âncoras  Datena e Marcelo Rezende, por exemplo, são os de maior audiência. Iss ocorre devido a catarse, que segundo Aristóteles era a emoção sentida ao assistir uma peça de teatro, em que, quem assiste acaba se confortando ao saber que há pessoas em situações  piores do que ela.

A charge de Laerte para a Folha de S.Paulo no dia 15/08/2004 retrata um pai quebrando a TV na porretada diante do filho dizendo ao aparelho que ele não vai ensinar violência para a criança. Então, a TV, que por muitos é acusada de provocar a violência, é “agredida". Assim há uma inversão de papéis.

Para que a televisão pare de transmitir tanta violência, como requisitado, é necessário que a população pare de assistir programas do gênero. Com isso a audiência diminui e os programas param de ser transmitidos.

Bruna Prado, aluna do 3º ano - turma 2014.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Legalização já?


Por Guilherme dos Santos Marcon

Descriminalizar não é a palavra certa. Mesmo que a maconha possa ser considerada “leve”, ela ainda é uma droga, assim como remédios, cocaína, álcool, metanfetamina e várias outras; ela não deve ser mais liberada que, por exemplo, o cigarro.

Talvez legalizar seja o mais correto, do mesmo modo que o cigarro e o álcool foram, embora estes dois tiveram uma influência dos ricos fabricantes desses produtos no processo de legalização.

Entretanto, se for liberar a maconha, deve-se criar leis para dificultar a compra, como limitar idade, restringir locais de venda e se for liberar para recreação além do uso medicinal, pode delimitar áreas específicas para o consumo, assim como na Suíça.

Legalizar a maconha pode parecer um incentivo ao consumo, mas não será se houver uma propaganda massiva do mesmo nível da que teve nas caixas de cigarro e nas TVs. 

Liberar pode trazer mais impostos, diminuir o tráfico dessa droga, reduzir a burocracia para o uso medicinal, este motivo sendo o mais importante, entretanto aqueles impostos serão suficientes para cobrir os outros gastos?

Se a maconha vendida for muito cara, as pessoas podem continuar comprando dos traficantes, por outro lado, se for mais barata não será o bastante para pagar as clínicas de tratamento para dependentes, por exemplo.

Portanto, o Brasil ainda tem muito o que discutir e liberar agora não é bom, pode ser que em um futuro não tão distante ela seja, mas agora existem coisas muito mais importantes para se preocupar.

Guilherme dos Santos Marcon, aluno do 3º ano - turma 2014.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Que Seja Cartesiano o Príncipe


Por Gabriel R. Curi

Já dizia Maquiavel que um Príncipe deveria matar seu próprio irmão se fosse para se manter sólido no poder. Mas, se os fins forem utópicos, os meios são mesmo justificáveis? Descriminalizar um entorpecente irá trazer tão grande melhoria ao Brasil, que justifique uma drástica mudança como essa? Não, não irá.

Vive-se hoje em um Brasil em que há grandes medidas para evitar-se que uma pessoa alcoolizada dirija, por consequência da comprovada diminuição da percepção que o álcool causa às pessoas. Sendo assim, não faz sentido descriminalizar um produto que causa, assim como as bebidas alcoólicas, grande deturpação da capacidade sensorial – um dos muitos efeitos da maconha sobre os indivíduos – para depois criar inúmeras medidas e enormes campanhas a fim de conscientizar as pessoas sobre os riscos de dirigir sob efeito do entorpecente.

É sabido também que, com tantas outras drogas ilícitas – novas e velhas – não será a descriminalização de uma delas a responsável por acabar com os esquemas de tráfico, que existem em tantos lugares.

Outro ponto também bastante pertinente é a saúde popular. Não se pode oferecer um produto às pessoas para fins medicinais sem que haja total consciência de seus efeitos, tanto positivos quanto negativos. Portanto, é incabível a introdução da maconha no mercado de medicamentos sem que haja comprovação, por meio de testes seguros, que o consumo não é prejudicial à saúde.

Novamente não. Fins utópicos não justificam seus meios, sendo muito mais inteligente e sensato que o grande Príncipe Brasileiro siga o seguro método cartesiano de somente adotar como verdadeiro aquilo sobre o qual não caia dúvida, ao invés de tomar atitudes precipitadas e pouco analisadas. 

* Gabriel R. Curi, aluno do 3o. ano - turma 2014.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Teoria dos avestruzes

Gabriela Trivilim


A persistência na criminalização da maconha é adotar a "técnica dos avestruzes", fechando os olhos e a mente à realidade, inutilizando a visão e o senso crítico, habitando uma zona de conforto, um cômodo "buraco" familiar a cada um, onde finge-se que não existem problemas fora do conformismo. 

Ao conceber e carregar a ilusão de que a questão da maconha será resolvida pela repressão policial, coloca-se um empecilho no desenvolvimento social, criando uma sociedade como esta, repleta de conflitos.

É cientificamente conhecido que a cannabis é menos nociva ao organismo do que a nicotina dos cigarros e o álcool das bebidas. Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil cerca de 96,2% das mortes ocasionadas pelo abuso de drogas são causadas pelo álcool (84,9%) e pelo tabaco (11,3%). Ambas são drogas lícitas e consumidas pela maioria da população, e aquela que mais mata, o álcool, possui ainda o direito de exibir propagandas nos veículos de comunicação, persuadindo os consumidores a fazerem seu uso. Trata-se de uma grande hipocrisia manter a maconha criminalizada enquanto essas grandes assassinas têm seu uso regularizado.

O governo tem gastos com clínicas de reabilitação para os dependentes, porém como a droga é ilícita, não há o recolhimento de impostos sobre sua venda. Com a descriminalização da droga, sob seu preço regularizado haveriam os tributos (que sempre são "generosos" neste país), taxas que poderiam ser revertidas para cobrir os custos já existentes com os usuários e a criação de mais clínicas para a internação destes. 

A descriminalização impediria o tráfico, pois seria fácil diferenciar traficantes de usuários, utilizando notas fiscais, por exemplo, e trazendo justa punição aos criminosos. A guerra às drogas vivida hoje nunca impediu que se fizesse o uso de drogas, lícitas ou ilícitas, nem reduziu-o; além de não barrar o acesso de menores, o que poderia ser feito através de leis com sua devida regulamentação.

A aprovação da maconha traria maiores esclarecimentos quanto ao seu uso e seus malefícios. Seria possível aprender a lidar e combater a dependência e criar regras de convívio social como locais e horários adequados, como feito em Amsterdã e como ocorreu com o cigarro. 

Os registros de mortes por abuso da maconha são raríssimos, entretanto as vítimas dessa criminalização são muitas e constantes, mortas pelo tráfico. Não se pode ignorar um grande problema por medo de criar outros. É preciso enxergá-los com clareza e senso crítico, deixando todos os pré-conceitos de lado para poder enfrentá-los de forma coerente. 

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Remédio contra a ignorância

Gabriel e Felipe


Recentemente, muitos jovens abandonam meses ou até anos de estadia em seu país para fazerem intercâmbio em outros países. Foi o caso de um aluno do colégio Anglo Araçatuba, José Enrico Rodrigues Lino (15); do 1º ano do ensino médio. 

Em entrevista, ele relata sua recente viagem ao Canadá, um país muito cobiçado entre intercambiários.


No dia 28 de junho, Zé, como é chamado entre os amigos, seguiu de avião de Guarulhos (SP) com destino a Toronto (Canadá). Segundo ele, o principal objetivo de sua ida ao hemisfério norte foi o melhoramento do inglês, que dizia ser péssimo. O intercambiário conta que o melhor de sua viagem foi a simpatia e a receptividade do povo canadense, e ele espera que sua experiência agregue, de alguma forma, futuramente, em sua carreira profissional.

Segundo o entrevistado, em um mundo atual onde as relações globais são comuns e constantes, é essencial a experiência do intercâmbio. Pois além de ajudar na capacidade de desenvolver uma língua estrangeira, também auxilia na descoberta de novos horizontes, novas sociedades, novos costumes, novas culturas.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Legalizar a maconha?

Brenno Tagliavini 



Depois da legalização para uso recreativo nos nossos vizinhos uruguaios, a maconha tem sido pauta de inúmeras discussões no Brasil. Seja no Congresso ou numa simplória mesa de bar, o assunto está bem massificado, porém nem todos pensam nas consequências claramente.

Citando o exemplo uruguaio, relatos de moradores e turistas são praticamente os mesmos: "Montevidéu e Punta del Este estão recheados de turistas e usuários nas ruas, fazendo com que qualquer passeio seja impossível não reconhecer o cheiro da erva". Este consumo desenfreado não pode atingir os brasileiros (já conhecidos por abusar do álcool, por exemplo), pois gradativamente o número de dependentes se tornaria elevadíssimo a ponto de nosso sistema de saúde (já debilitado) não suportar.

Tendo em vista que "isto é Brasil", se a maconha fosse legalizada, os impostos raramente iriam para o investimento em saúde (como em Washington e Colorado e até mesmo na Holanda), pois a corrupção e ganância dos políticos levariam a sociedade a praticamente o "caos". Além disso, os jovens seriam instigados a consumir, tendo problemas da mesma magnitude ou até piores que os do álcool.

Então, de fato não é uma boa ideia a legalização da cannabis. A única exceção que poderia (e deveria) ser ampliada é o "desembargo de maconha" pela Anvisa, que atrapalha muito pesquisadores na obtenção de espécies para estudo. Visto que fármacos à base de THC e CBN podem ser produzidos para tratar algumas dores crônicas e distúrbios mentais. Cabe ao Inmetro e a Anvisa terem bom senso no desembargo para pesquisas mais aprofundadadas sobre os princípios ativos (THC e CBN), que podem, sim, ser benéficos, ao contrário da descriminalização.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A culpa é da TV?

Bruno Soubihe De Gáspari



A televisão é um dos principais meios de comunicação de massa atualmente, que exibe diversos tipos de programação. Mas há um problema perturbando principalmente os pais: a exibição de algum tipo de violência na maioria dos programas e, em função disso, os pais tentam proteger seus filhos censurando a TV.

Porém, o problema está na sociedade, onde os índices de violência só crescem e, assim, os televisores retratam a realidade, ou seja, não é a TV que cria a violência e passa adiante em sua programação para nos entreter, mas estamos apenas olhando no espelho.

A maioria dos pais culpa e condena que os filhos assistam aos programas, mesmo que sejam os mais infantis ou até mesmo desenhos, pois sempre há uma parte em que decorre uma cena de batalha ou luta e, acreditam, isso levará o filho a ser influenciado de algum modo, tornando-se mais violento no futuro. 

Entretanto, quando o pai, por exemplo, em um momento de raiva se descontrola e quebra a televisão, ele não se dá conta de que acabou de reproduzir ali, na frente do filho, um ato de violência e que o menino pode gravar aquilo em sua memória para sempre.

Ao sair nas ruas percebemos uma briga aqui, outra ali; crimes ocorrendo a todo instante. Será que já não está na hora de reavaliarmos nossa conduta para depois apontar o dedo para os meios de comunicação? 

Sim, e devemos também entender que a televisão só reproduz aquilo que as pessoas gostam de assistir, ou seja, o que elas entendem, aquilo que está ao nosso redor, nossa realidade, pois como esses meios se manteriam firmes sem audiência?

Em resumo, a culpa não é da televisão de influenciar as pessoas a serem violentas porque isso está no mundo, no dia a dia. É necessário uma boa formação dentro de casa para que as crianças estejam preparadas para o mundo, sem se assustar com esse cotidiano e, sim, saber que errado e certo não estão na TV, mas, sim, na formação moral de cada um.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Justiça injusta

Carol



De fato, em 1780 a.C., a Lei de Talião, famosa pela máxima "Olho por olho, dente por dente", imperava entre as barbáries vividas pelas civilizações. 

Tal lei consentia com as necessidades da época, já que o homem era inconsciente sobre os limites que teria de respeitar para não prejudicar o outro. 


Entretanto, em 1789 d.C., a Revolução Francesa alastrou pelo mundo ideais que transformaram mentalidades e, com isso, se tornou claro que é de extrema importância que o Estado de cada período, com suas diferentes características, se adeque às necessidades e mantenha o controle juntamente com os direitos dos indivíduos.

No momento em que um ser humano acha que possui o direito de ditar suas próprias regras e resolve assumir o papel de juiz, policial e advogado, fazendo justiça com as próprias mãos, encontra-se aí um Estado enfraquecido. 

Num país democrático como o Brasil, este ato viola a lei, e mesmo que inconscientemente, o indivíduo coopera para desmoronar a ordem e o controle do Estado, já que este perde sua função. 


O indivíduo ou grupo responsável por linchar uma pessoa, faz um julgamento prévio sobre o caso ocorrido e no mesmo momento entrega a sentença do possível culpado, e é justamente nesse momento que a função do Estado é apunhalada.

A impunidade somada às demoras nos julgamentos de crimes cometidos só aumentam o sentimento de injustiça em meio ao povo brasileiro. E este é o grande responsável por tantos atos de justiça feita com as próprias mãos, que na verdade são o retrato de um povo que não se sente representado.

Num país onde ocorrem 50 mil assassinatos por ano, em que apenas 8% de seus autores são identificados e presos, e onde 70,1% da população não confiam no trabalho das polícias, torna-se explícito que o Código Penal precisa de uma dura e intensa reformulação. 

Iniciando-se com a criação de leis mais severas e condenações mais duradoras, além da construção de novos presídios. E é claro, um grande incentivo na segurança pública, atuando tanto na melhoria da remuneração como nas melhores condições de trabalho garantindo maior segurança aos policiais e, assim, incentivando o progresso do setor.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Essa droga de consumismo

Mariana Tolentino de Lima



A sociedade contemporânea está expressamente compactuada com diferentes povos antigos, em especial o romano, para o qual, no início de sua história, o dinheiro era sinônimo de poder. Assim como essa sociedade, a atual privilegia os bem afortunados que com seus caros e poderosos objetos, cartões de crédito, provam ao mundo a superioridade do ter sobre o ser.

Padrões de vida foram impostos aos cidadãos, e têm origem, em sua maioria, na superpotência americana que, com sua tenologia, moda, entre outros atributos cada vez mais modernos, desperta na sociedade o desejo de compra para se enquadrar no mesmo contexto. 

Corredores lotados de shoppings mostram a luta frenética das pessoas pelo consumo, que em muitos casos compram por impulso, não necessidade. E graças ao cartão de crédito, que têm na carteira, acabam, em muitos casos, comprometendo uma renda que não possuem.

A cena de crianças com seus tablets fica cada vez mais comum no mundo do consumo e explica ainda um dos maiores problemas atuais, a falta de respeito. 

Isso se dá graças ao fato de serem, desde pequenos, educados com o conceito de que possuir bens significa ser mais que aqueles que não possuem. Os menos providos de riqueza sofrem com o modo de vida com que os burgueses foram programados. São como os antigos escravos coloniais, que por não possuírem bens se submetiam à força de seus senhores.

Ser rico, possuir objetos da moda, é o sonho de todos os cidadãos, quebrando a ideia de que estudar para ser alguém na vida é algo necessário. A população, assim como os cartões de crédito, tornou-se supérflua, sem conteúdo algum, desprovida de qualquer valor e se afunda cada vez mais no ilusório mundo do ter.